A FRV, do grupo saudita Jameel Energy, assinou um pré-contrato com o governo cearense para instalar a partir de 2027 uma planta de produção de hidrogênio verde no complexo industrial e portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante.

Intitulado projeto H2 Cumbuco, a unidade será voltada para a exportação e para isso transformará o H2V em amônia líquida, que será transportada por navios para os mercados europeu e asiático. A FRV planeja investir cerca de R$ 27 bilhões no projeto, gerando por volta de 1.500 empregos durante as obras e mais de 200 na operação. Quando totalmente em operação, com duas fases implantadas, a planta terá capacidade de 2 GW.

A primeira fase do projeto vai ter 500 MW em eletrolisadores de água, o que significará produção de 400 mil toneladas de amônia por ano, sob investimento de R$ 7 bilhões. Na segunda etapa, serão instalados os demais 1,5 GW em eletrólise, o que ampliará a produção para 1,6 milhão de toneladas, com os restantes R$ 20 bilhões previstos.

Além da energia renovável, eólica e solar principalmente, gerada em grandes volumes no Nordeste, a empresa deve contar com os serviços da Utilitas Pecém, parceria entre a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e a PB Construções, que será a responsável pela gestão hídrica do projeto. Foi assinado um memorando de entendimento entre a FRV e a Utilitas.

O projeto da FRV é o sexto pré-contrato assinado pelo governo cearense para implantação de unidades de hidrogênio verde no Pecém. Antes da FRV, já firmaram compromissos semelhantes a AES, Casa dos Ventos, Cactus e Voltalia. Além disso, há 37 memorandos de entendimento (MoU) entre o estado cearense e outros investidores.



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