A ABB anunciou a criação de uma joint venture com a Mitsubishi Electric para ampliar sua presença no mercado de distribuição de energia de baixa tensão na Ásia-Pacífico. Pelo acordo, a ABB investirá 79 bilhões de ienes (cerca de US$ 495 milhões) para adquirir 51% da nova empresa, formada a partir da divisão de produtos de distribuição de energia de baixa tensão da fabricante japonesa, além de assumir integralmente as operações de vendas desses produtos fora do Japão.
A conclusão da transação está prevista para o segundo semestre de 2027, sujeita às aprovações regulatórias. O acordo também prevê a opção de a ABB adquirir a participação remanescente da empresa no médio prazo.
Segundo a ABB, a joint venture combinará sua tecnologia e rede global de vendas com a presença consolidada da Mitsubishi Electric no mercado japonês, fortalecendo sua atuação em um dos maiores mercados mundiais de eletrificação e ampliando o acesso a mercados estratégicos em crescimento na Ásia-Pacífico.
"O Japão é um dos mercados de eletrificação mais importantes do mundo. Esta joint venture combina essa sólida base local com as tecnologias e o alcance global da ABB, fortalecendo significativamente nossa posição no Japão e em toda a Ásia-Pacífico", afirmou Giampiero Frisio, presidente da área de negócios de Eletrificação da ABB.
A divisão de distribuição de energia da Mitsubishi Electric emprega cerca de 2.800 pessoas e possui fábricas em Fukuyama, no Japão, e Hanói, no Vietnã. Seu portfólio inclui disjuntores de baixa tensão, interruptores, dispositivos de partida de motores, contatores, equipamentos de medição e monitoramento de energia e sistemas de alimentação ininterrupta.
No exercício fiscal de 2025, encerrado em março de 2026, esse negócio registrou vendas líquidas de aproximadamente 102 bilhões de ienes (cerca de US$ 640 milhões), sendo que as operações fora do Japão responderam por cerca de 15% da receita. A transação avalia os negócios combinados em aproximadamente US$ 890 milhões. A ABB estima que a joint venture contribuirá para o lucro por ação após o primeiro ano de operação e alcance margem operacional EBITA de pelo menos 20% em até cinco anos.
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