A EPE - Empresa de Pesquisa Energética, a CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e o ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico avançaram no desenvolvimento de um novo modelo computacional destinado, em sua primeira etapa, ao planejamento e à programação da operação do sistema elétrico e à formação de preços. As três instituições registraram a titularidade conjunta da ferramenta e disponibilizaram seu código em repositório público, permitindo que agentes, consultorias, universidades e pesquisadores acompanhem sua evolução, realizem testes e proponham aprimoramentos.

O cronograma inicial prevê que o modelo passe pelo processo de validação ao longo do ciclo 2026/2027, com possibilidade de adoção oficial na formação de preços a partir de janeiro de 2028, em substituição aos modelos Newave e Decomp. Caso a validação não seja considerada satisfatória, o cronograma poderá ser estendido, adiando a implementação para 2029.

Segundo as instituições, o novo software será desenvolvido com base nos requisitos discutidos com o mercado durante a Consulta Externa nº 5/2026 do Comitê Técnico PMO/PLD, que abordou aspectos funcionais, tecnológicos e de governança, como rastreabilidade metodológica, documentação, controle de qualidade, segurança, versionamento e continuidade dos processos de planejamento e programação da operação e formação de preços.

O código foi disponibilizado no GitHub, permitindo que interessados executem o software em seus próprios ambientes, acompanhem as alterações, realizem avaliações adicionais e apresentem sugestões de funcionalidades ou melhorias. As contribuições deverão passar pelos processos de governança técnica, validação e aprovação antes de eventual incorporação ao modelo oficial.

A primeira versão da ferramenta foi desenvolvida para atender às funcionalidades atualmente desempenhadas pelos modelos Newave e Decomp, incluindo a representação da incerteza hidrológica, das fontes de geração eólica e solar, das restrições operativas e dos sistemas de transmissão. Novas funcionalidades, como representações mais detalhadas de armazenamento, demanda, transmissão e serviços ancilares, serão incorporadas em etapas posteriores.

Antes de qualquer adoção oficial, o modelo será submetido a um processo de validação técnica com participação dos agentes do setor, seguido da calibração dos parâmetros de aversão ao risco e dos ritos previstos na Resolução CNPE nº 1/2024. Também estão previstas simulações comparativas e períodos de execução paralela com os modelos atuais ao longo de 2026 e 2027 para avaliar o desempenho da nova ferramenta durante a transição.



Mais Notícias EM




Prêmio ONS de Qualidade na Operação amplia escopo

Segunda edição da iniciativa premiará 24 empresas e inclui novas categorias para transmissão e geração.

19/10/2026


Grupo Energisa vai investir R$ 31 milhões em eficiência energética

Programa selecionará iniciativas voltadas ao uso eficiente da energia, iluminação pública e redução do desperdício.

19/10/2026