O MOL Group inaugurou sua primeira planta de produção de biometano, localizada em Szarvas, na Hungria. Com investimento superior a 2,7 bilhões forints húngaros (equivalentes a cerca de R$ 41 milhões), a unidade passou a produzir biometano com pureza adequada para injeção na rede nacional de gás natural, permitindo substituir anualmente mais de 7 milhões de metros cúbicos de gás natural por energia renovável.
Segundo a empresa, o projeto amplia o portfólio de energia renovável do grupo, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a segurança energética e contribuir para o abastecimento sustentável da região.
A nova unidade utiliza biogás gerado a partir da decomposição de resíduos orgânicos, como restos vegetais, esterco e resíduos alimentares. O processo remove dióxido de carbono e outros componentes do biogás, produzindo biometano de alta pureza e elevado conteúdo energético.
De acordo com a companhia, o volume anual produzido equivale ao consumo de gás de aproximadamente 8.500 residências. Além da injeção na rede de gás natural, o biometano também poderá ser utilizado como bioCNG ou bioLNG para abastecimento de transporte público e de cargas.
O diretor de Estratégia do MOL Group, György Bacsa, afirmou que a inauguração representa um marco estratégico para a empresa ao combinar segurança energética, expansão do portfólio de produtos sustentáveis e implementação da estratégia corporativa. Segundo ele, a iniciativa demonstra o potencial da infraestrutura de gás existente e da base agrícola da região para produzir energia renovável local. O executivo acrescentou que a companhia pretende transformar o biometano em um negócio de maior escala, apoiado por sua capacidade comercial, financeira e de desenvolvimento de projetos.
O MOL adquiriu a planta de biogás de Szarvas em 2023. Antes da implantação da nova unidade, os cerca de 11 a 12 milhões de metros cúbicos de biogás produzidos anualmente eram destinados à cogeração, resultando em aproximadamente 24 GWh de eletricidade renovável por ano, além da produção de energia térmica. Com o novo investimento, a planta passa a agregar a produção de biometano para abastecimento da rede de gás natural.
A instalação processa anualmente mais de 40 mil toneladas de resíduos da indústria de carnes da região, além de 53 mil toneladas de resíduos como dejetos líquidos e esterco de peru provenientes de propriedades vizinhas. Também utiliza cerca de 18 mil toneladas de substratos agrícolas para a produção de biogás e, agora, de biometano.
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