A aplicação de inteligência artificial em processos de cibersegurança pode gerar um valor econômico potencial bruto de R$ 3,789 milhões por ano para empresas do setor de energia, segundo estudo desenvolvido pela TI Safe. O levantamento avaliou cinco áreas de atuação: operação de Centro de Operações de Segurança (SOC), GRC e Compliance, produção de relatórios e auditorias, inventário de ativos e redes e gestão de vulnerabilidades e exposições.

O estudo considera um cenário de referência baseado nas atividades atualmente executadas por equipes de cibersegurança, como monitoramento de ativos, análise de incidentes, gestão de vulnerabilidades, avaliações de conformidade, elaboração de políticas e auditorias. Segundo a empresa, os valores representam estimativas de ganho operacional potencial decorrentes da recuperação de capacidade de trabalho por meio de IA e automação, e não economias financeiras garantidas.

Na operação de SOC, o relatório estima que o uso de inteligência artificial poderia reduzir de 25 para cinco minutos o tempo de análise de cada ocorrência. Em um cenário com 20 profissionais e 600 casos mensais, isso representaria a recuperação de 2.400 horas de trabalho por ano, equivalente a um valor econômico potencial de R$ 849,6 mil.

Na área de GRC e Compliance, a automação de atividades relacionadas à gestão de governança, controles, políticas, conformidade e preparação para auditorias poderia recuperar 2.520 horas anuais, com potencial estimado de R$ 960,9 mil, o maior entre os cinco casos avaliados.

A produção de relatórios e o suporte a auditorias aparecem como a terceira frente de aplicação. Segundo a empresa, a automatização da consolidação de dados, da preparação de apresentações e da organização de evidências permitiria recuperar 2.320 horas anuais de trabalho especializado, com valor econômico potencial de R$ 660,6 mil.

No inventário contínuo de ativos e redes, considerando um ambiente com 10 mil ativos ou endereços IP, oito fontes de dados integradas e cerca de 500 alterações mensais, o estudo estima recuperação de 2.460 horas por ano, correspondente a R$ 555,4 mil em valor econômico potencial.

Já na gestão de vulnerabilidades e exposições, em um cenário com identificação de 8 mil vulnerabilidades mensais, a automação das atividades de consolidação, contextualização e priorização dos registros poderia liberar 3.120 horas anuais de trabalho especializado, com valor econômico potencial estimado em R$ 762,6 mil.

Segundo a TI Safe, o objetivo do estudo é apresentar uma referência sobre o impacto econômico potencial da inteligência artificial na cibersegurança, diferenciando a capacidade operacional recuperada, os custos futuros que podem ser evitados e as despesas efetivamente reduzidas. A empresa afirma que a tecnologia pode ampliar a capacidade das equipes ao reduzir o tempo dedicado a tarefas repetitivas e operacionais, especialmente em empresas de energia, que precisam proteger simultaneamente ambientes corporativos e sistemas operacionais distribuídos.



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