O ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico divulgou os resultados preliminares da 1ª Temporada de Acesso de 2026 da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST). Dos 20,28 GW de potência cadastrados em 64 barramentos candidatos, cerca de 11 GW poderão avançar por atendimento direto ou por processo competitivo.

Os dados constam da Nota Técnica NT-ONS DPL 0083/2026, que apresenta os quantitativos da capacidade remanescente do Sistema Interligado Nacional (SIN) nos pontos de conexão cadastrados pelos agentes e os fatores que eventualmente limitam essas margens.

Pelas indicações apresentadas na NT 02, cerca de 8,06 GW, equivalentes a 40% da potência cadastrada, receberão sinalização para atendimento direto, enquanto outros 2,94 GW, ou 15%, poderão seguir para processo competitivo. Juntos, esses montantes representam aproximadamente 55% de toda a potência analisada nesta etapa da temporada.

Do montante sujeito à competição, cerca de 1,95 GW correspondem a unidades consumidoras distribuídas por 13 pontos de conexão no estado de São Paulo. Outros 993 MW referem-se a empreendimentos de geração em dois barramentos no Rio Grande do Sul.

A Temporada de Acesso integra a PNAST, criada para reorganizar o processo de acesso de geradores e consumidores à Rede Básica diante das limitações de capacidade disponíveis em determinados pontos do sistema. A sistemática prevê a avaliação conjunta das solicitações e a realização de processos competitivos quando a demanda por acesso superar a margem disponível.

Segundo o ONS, os números ainda são preliminares e poderão ser alterados após a etapa de desistências. O Operador também disponibilizou um painel interativo com as capacidades remanescentes e publicou o Valor de Referência (VR) que será utilizado nas ofertas de prêmio dos processos competitivos previstos na PNAST.

Segundo o ONS, os resultados iniciais reforçam o potencial do novo mecanismo de avaliação e alocação de capacidade para ampliar a eficiência na utilização da infraestrutura de transmissão, equilibrando o atendimento de novos empreendimentos com as limitações operativas do sistema elétrico brasileiro.



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