A ISA Energia Brasil inaugurou, em 26 de março, o Projeto Riacho Grande, considerado a maior linha de transmissão subterrânea já construída no país. Com 44,6 km de extensão em 345 kV, o empreendimento tem o objetivo de reforçar a confiabilidade, a segurança e a flexibilidade operativa em uma das regiões de maior complexidade urbana e densidade de carga do Brasil, beneficiando mais de 2 milhões de consumidores na Região Metropolitana de São Paulo e no ABC paulista.
Resultado de um investimento de R$ 1,1 bilhão, o projeto foi energizado cinco meses antes do prazo contratual estabelecido no leilão de transmissão de 2020 da Agência Nacional de Energia Elétrica. A obra integra o planejamento do sistema elétrico nacional e incorpora soluções técnicas voltadas à mitigação de riscos operativos, além de ampliar a capacidade de atendimento à crescente demanda da região.
Do ponto de vista sistêmico, o empreendimento fortalece a resiliência da rede frente a eventos climáticos extremos e melhora as condições de suprimento em um eixo estratégico para o consumo industrial. Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, o projeto representa um avanço estrutural ao elevar a robustez e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente em áreas críticas do ponto de vista operacional.
A infraestrutura conecta a capital paulista à região do ABC e viabiliza o escoamento de energia proveniente de Itaipu até a Subestação Sul, em Santo André, que passa a operar com quatro fontes de suprimento distintas. Essa configuração aumenta a redundância do sistema e reduz a exposição a contingências.
Além da linha subterrânea, o projeto contempla 9 km de linhas aéreas e a implantação da Subestação São Caetano do Sul, com capacidade instalada de 800 MVA. A unidade utiliza tecnologia GIS (Gas-Insulated Switchgear), adequada a ambientes urbanos por demandar menor área — até 75% inferior às soluções convencionais — e apresentar baixos níveis de ruído. O conjunto inclui três transformadores de 400 MVA, sendo dois em operação contínua e um em reserva estratégica.
Outro destaque técnico é a incorporação de sistemas de monitoramento em tempo real nos cabos subterrâneos, permitindo o acompanhamento das condições operacionais e a adoção de estratégias de manutenção preditiva. A solução contribui para aumentar a eficiência operacional e reduzir o risco de falhas.
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