A embarcação JAQ H1 inicia em março uma série de testes operacionais em portos brasileiros para validar o uso de motores híbridos alimentados com hidrogênio verde. O roteiro inclui escalas de Belém (PA) ao Rio Grande do Sul e integra o projeto JAQ Apoio Marítimo, desenvolvido pelo Grupo Náutica em parceria com GWM e Itaipu Parquetec.
Com 36 metros de comprimento, o barco utiliza motores dual-fuel da MAN capazes de operar com mistura de 20% de hidrogênio e diesel. Segundo o projeto, o sistema pode reduzir em até 80% as emissões de dióxido de carbono em relação à propulsão convencional, mantendo a possibilidade de operação integral com combustível fóssil em caso de restrição no suprimento de hidrogênio.
Os testes incluem a coleta de dados operacionais e avaliações de viabilidade técnica e logística. O Porto do Açu (RJ) foi definido como base oficial para os ensaios, com foco na análise das condições necessárias para uso comercial do combustível em embarcações.
O cronograma prevê a participação do JAQ H1 no Rio Boat Show 2026, entre 11 e 19 de abril, na Marina da Glória. A embarcação será utilizada em demonstrações e visitas técnicas durante o evento.
A fase de testes ocorre antes da regulamentação do Marco Legal do Hidrogênio, cuja formalização depende de decreto federal. A legislação inclui a Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), que prevê R$ 18,3 bilhões em créditos fiscais entre 2028 e 2032, além do regime Rehidro, que suspende PIS e Cofins sobre equipamentos e insumos.
O projeto também responde às metas internacionais de descarbonização do transporte marítimo. A Organização Marítima Internacional deve votar, em outubro, regras que poderão impor taxas de até US$ 380 por tonelada de CO₂ emitida acima dos limites, com vigência prevista a partir de 2028.
Além do JAQ H1, está em construção a embarcação JAQ H2, com 50 metros e previsão de entrega em 2027. O modelo contará com eletrolisador a bordo para produção de hidrogênio a partir da dessalinização da água do mar, reduzindo a dependência de infraestrutura externa de abastecimento.
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