A automação predial e medidas de eficiência energética podem gerar economia média de 30% no consumo de energia das edificações brasileiras, segundo o estudo “Green & Smart Buildings no Brasil: Cenário das edificações sustentáveis e inteligentes”, elaborado pela GHM Solutions. O levantamento quantifica um potencial de 87 TWh de eletricidade evitada — equivalente a 14% do consumo nacional — e aponta que esse ganho permitiria evitar US$ 44 bilhões em investimentos para expansão do sistema elétrico.

De acordo com a análise, a transformação do parque de edificações em estruturas verdes e inteligentes demandaria US$ 424 bilhões até 2050, mas o investimento teria retorno entre 2 e 5 anos, impulsionado pela redução de gastos com energia obtida por sistemas de gestão predial, sensores e controles de iluminação e climatização.

O estudo registra que o Brasil possui cerca de 107 milhões de edificações, responsáveis por 47% da eletricidade consumida no país, segundo dados do IBGE utilizados no levantamento. A adoção ampla de automação predial teria potencial para reduzir em 40% as emissões de gases de efeito estufa associadas ao uso energético nas edificações.

Os autores calculam ainda que as medidas de eficiência representam 16,5 GW de demanda evitada, valor comparável a 1,2 vez a potência instalada da usina de Itaipu. Em termos ambientais, o estudo estima 4,7 milhões de toneladas de CO₂ evitadas ao ano, utilizando premissas conservadoras.

A pesquisa destaca que ganhos estruturais dependem da integração de tecnologias, incluindo gêmeos digitais, sistemas de supervisão, análises de dados, sensores e plataformas de controle. A automação deve ser contínua e orientada por medições em tempo real, para que os edifícios operem de forma dinâmica e não apenas com ajustes estáticos.

Exemplos de aplicação reforçam o potencial de redução de consumo. Um caso analisado apresenta um galpão logístico equipado com tecnologia DALI e sensores instalados a 16 metros de altura, que atingiu 58% de economia, podendo alcançar 70% em cenários de automação mais abrangente.

O estudo também observa que eficiência energética depende de projetos qualificados, capazes de maximizar recursos naturais, reduzir cargas térmicas e adotar métricas precisas de desempenho. A longo prazo, ressalta, os custos permanentes de operação e manutenção tornam ainda mais relevante a adoção de tecnologias que diminuam despesas recorrentes das edificações.

A GHM Solutions conclui que a automação predial e a modernização tecnológica do parque construído estão entre os maiores potenciais de redução de consumo e emissões do setor energético brasileiro, integrando economia, sustentabilidade e segurança energética.



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