De acordo com o mais recente relatório sobre as oportunidades no setor de data centers na América do Sul, publicado em outubro pela JLL, empresa global de prestação de serviços imobiliários e gestão de investimentos, o mercado de data centers cresce em ritmo acelerado na região. Há vários projetos em desenvolvimento para dar conta da demanda cada vez maior por infraestrutura tecnológica para processamento e armazenamento de dados.
O estudo em inglês Emerging markets South America Brazil, Chile and Colombia: Opportunities and challenges for the data center sector mostra que o mercado de data center de colocation na América do Sul cresceu a um CAGR (taxa de crescimento anual composta) de 20% desde 2018 e atingiu um volume de 654 MW entregue até 2024, dos quais 359 MW em São Paulo; 58 MW no Rio de Janeiro; 12 MW em Porto Alegre; 12 MW em Fortaleza; 9 MW em Brasilia; 48 MW em Bogotá; e 142 MW em Santiago. Mais 596 MW estão em construção, prometendo quase dobrar o inventário nos próximos anos. O volume de 1,913 GW planejado é uma evidência de que o mercado está demonstrando grande interesse em desenvolver novos projetos.
Ao mesmo tempo em que há uma grande competição por eletricidade nos mercados mais desenvolvidos, as empresas também estão cada vez mais preocupadas com fontes de energia limpa. Nesse cenário desafiador, a América do Sul surge como uma alternativa promissora, com sua abundância de recursos naturais e potencial para energia limpa.
O Capex de IA - Inteligência Artificial nos últimos anos totaliza mais de US$ 300 bilhões, com níveis de investimento acelerando em 2024. A IA representou cerca de 20% da demanda de novos data centers no último ano, embora as cláusulas de confidencialidade tornem o número exato difícil de determinar.
O Brasil é líder no setor, concentrando cerca de 75% dos investimentos em novos data centers na América do Sul, tendo Campinas e Barueri, ambas no estado de São Paulo, como principais destinos.
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