A versatilidade dos polímeros permite não somente o seu uso em diversificadas aplicações. Ela também possibilita a criação de processos voltados ao reaproveitamento desses materiais na confecção de novos produtos.

Um recente desenvolvimento no segmento de reciclagem, realizado pela Basf (Alemanha), com subsidiária brasileira em São Bernardo do Campo (SP), consiste no processamento químico de poliuretano (PU) presente na composição de colchões.
O processo tem como objetivo a extração de polióis – um dos monômeros tipicamente constantes da formulação de poliuretanos –, os quais serão destinados à fabricação de novas espumas que poderão ser aplicadas, em um primeiro momento, em colchões.
Este trabalho está sendo realizado em caráter experimental na fábrica da empresa situada no município alemão de Schwarzheide, no distrito de Brandemburgo.
“Projetos desse tipo são bastante interessantes porque, embora os colchões sejam fáceis de recolher e de selecionar, no final do seu ciclo de vida acabam sendo incinerados ou descartados em aterros”, comentou Arno Volkmann, diretor técnico do projeto.
Shankara Keelapandal, que atua na gerência de produtos de isocianatos da companhia, também falou sobre desafios e benefícios latentes. “O objetivo é fornecer matéria-prima polimérica reciclada com uma qualidade comparável à das matérias-primas virgens. O projeto é tecnicamente complexo, mas o potencial de reduzir o volume de resíduos e preservar recursos faz com que ele valha a pena”.
A previsão é que os primeiros lotes de poliuretano reciclado sejam fornecidos a empresas parceiras envolvidas no projeto até o final de 2020.
Mais informações a respeito do projeto podem ser obtidas aqui. Dados atualizados sobre o segmento de poliuretano e respectivos aditivos podem ser consultados em nossos guias.
Foto: Materiais obtidos pela reciclagem de PU presente em colchões, um projeto da Basf
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