As prestadoras de serviços de telecomunicações investiram no Brasil R$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre de 2020. Segundo levantamento do SindiTelebrasil, esse montante representa um aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, mesmo com os desafios impostos pelo alto custo regulatório e pela elevada carga tributária, de 46,7% em média. Durante 2019, os investimentos do setor foram de R$ 33 bilhões.

Os recursos foram aplicados especialmente em expansão das redes e melhoria da cobertura e da qualidade dos serviços. “Os investimentos foram fundamentais para manter a conectividade da população desde o início da crise provocada pela Covid-19. E a conectividade é fundamental para o avanço da economia e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, avalia o presidente executivo do SindiTelebrasil, Marcos Ferrari.
O avanço da inclusão digital, na opinião dele, passa obrigatoriamente pela redução da carga tributária e atualização de legislações, especialmente as leis municipais de instalação de antenas, para permitir um avanço ainda maior dos serviços. Ferrari lembra ainda que os eventuais efeitos da pandemia nos números só devem aparecer de forma mais evidente no balanço do segundo trimestre.
Desde a privatização, em 1998, o setor privado de telecomunicações investiu mais de um trilhão de reais (R$ 1,026 trilhão) em valores atualizados e incluindo o pagamento de outorgas. Esses investimentos levaram o Brasil a ter uma das maiores infraestruturas de telecomunicações do mundo, com 306 milhões de acessos, entre os serviços de Internet, telefonia móvel e fixa, e TV por assinatura.
O balanço do primeiro trimestre mostra ainda que a receita bruta do setor foi de R$ 60,6 bilhões nos três primeiros meses do ano, permanecendo praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado, que foi de R$ 60,1 bilhões.



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