A Cintitec Ambiental, com sede em Osasco, SP, dobrou de tamanho nos últimos anos com a prestação de serviços de logística reversa e reciclagem de eletrônicos para operadoras de telecomunicações, data centers e instituições financeiras.

“A empresa foi criada há sete anos para atuar exclusivamente com sucata eletrônica, mas logo surgiram outras demandas dos clientes, que solicitavam um processo completo de coleta e reciclagem dos materiais, além da destruição dos dados de forma segura e ambientalmente responsável”, conta Vinicius Giamatei, diretor e um dos três sócios da Cintitec.

Segundo ele, há uma grande preocupação com a proteção de informações armazenadas nos computadores e servidores, tendência que deve aumentar com a entrada em vigor da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados. Todo o processo é acompanhado por auditorias internas, laudos fotográficos de destruição e certificados de destinação.

100% dos resíduos que chegam na Cintitec são separados e encaminhados para reciclagem, como plástico, alumínio, metais, fios e cabos. Somente a placa eletrônica é exportada para uma empresa especializada na Bélgica, pois não há recicladora desse tipo de material no país.

Os cabos ópticos também são reaproveitados na Cintitec, depois de triturados e misturados com outros materiais. O resultado é um blend que serve como combustível em indústrias cimenteiras. E a borra resultante serve de matéria-prima na composição do cimento. O processo levou cerca de seis meses de estudos. “A separação de fibra óptica e capa plástica é muito complexa e por isso a destinação mais comum dos cabos ópticos são os aterros sanitários. Com o nosso desenvolvimento, o aproveitamento dos materiais passa a ser de 100%”, diz o diretor.

Dentro de pacotes de serviços assinados com os clientes, a Cintitec pode também cuidar de outros passivos além da sucata eletrônica, como resíduos orgânicos gerados em cozinhas industriais, que são processados em uma máquina de compostagem e transformados em fertilizantes. Em uma grande operadora, além da logística reversa para reciclagem de sucata eletrônica, a Cintitec também recolheu os uniformes dos funcionários, realizou a destruição correta do material e assegurou a proteção da marca. “Atendemos todas as necessidades de uma empresa de telecom, desde a logística reversa, destruição e reciclagem de modems até a desmontagem de antenas na própria estação e de lojas inteiras que foram desativadas”, diz.

Uma outra linha de negócio é a compra, recuperação e revenda dos equipamentos de telecom e TI para o mercado secundário.

A Cintitec emprega cerca de 100 pessoas e ocupa um galpão de 7500 m2 de área. Conta com caminhões próprios para buscar os materiais em um raio de até 500 km. Para locais mais distantes, o transporte é terceirizado, mas sempre com o controle e acompanhamento de todo o trâmite até Osasco. A empresa pode atender clientes do Brasil inteiro. “Dentro do conceito de economia circular, os processos são realizados de acordo com as normas trabalhistas, logística reversa, separação e reinserção dos materiais na cadeia produtiva das indústrias”, finaliza o diretor.



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