A Naxi, provedor com sede em Jaraguá do Sul, SC, lançou no final de novembro novos planos de Internet com velocidades até 6 Gbit/s simétricos para assinantes residenciais. “É a Internet mais rápida do Brasil”, diz o fundador e CEO Gustavo Stocco. Voltado para streamers, gamers, criadores de conteúdo e entusiastas de tecnologia, o serviço Atomic utiliza a tecnologia de XGS-PON oferecida pela Venko Networks, empresa brasileira com sedes nos EUA e Brasil, com infraestrutura baseada em microPlug OLT e dispositivos ONU com portas de 2,5 e 10 Gbit/s.

“O XGS-PON é uma excelente alternativa para quem quer investir em redes de alta capacidade, circuitos dedicados, Metro Ethernet e atender determinados condomínios e tipos de serviços”, diz Stocco. Fundada em 2009, a Naxi foi também a primeira a lançar serviços de 1 Gbit/s no norte de Santa Catarina, há cerca de dois anos, ao custo de um plano comum. Os combos começam com 1000 Mbit/s (a partir de R$ 149,99), passando por 2000 Mbit/s (R$ 299,99), 4000 Mbit/s (R$ 599,99) e 6000 Mbit/s (R$ 999,99), todos com serviços digitais já incluídos nos pacotes (SVA), como telefonia digital, proteção, música e streaming de vídeo.

“O XGS-PON é um grande salto tecnológico em relação ao GPON, sendo quatro vezes mais rápido no downstream e oito vezes no upstream”, diz Fabrício Goetz (foto), CRO e cofundador da Venko Networks. Fundada em maio de 2020 por profissionais de larga experiência no setor, a companhia oferece projetos e equipamentos XGS-PON, serviços NFV (como o SD-WAN) e plataformas para aplicações 5G, como FWA. Segundo ele, o mercado de acesso passa por um processo de desagregação, onde o software é o protagonista. “As empresas não querem mais trabalhar com um sistema fechado cujo funcionamento depende de equipamentos e ecossistemas de alguns poucos fabricantes”, diz.

Fabricada pela norte-americana Tibit, a OLT XGS-PON é uma OLT encapsulada em um transceiver no formato SFP+ capaz de transformar portas convencionais de switches e roteadores em portas XGS-PON fornecendo conexões de 10 Gbit/s. Todo o gerenciamento se dá de maneira virtualizada, o que garante flexibilidade e segurança. O XGS-PON atua em uma faixa distinta do GPON, permitindo que o sinal compartilhe a mesma fibra utilizada pelos equipamentos de seu antecessor. Já atributos como cálculo de orçamento de potência são iguais, não introduzindo nenhuma restrição para a instalação existente. Uma característica do equipamento é a possibilidade de o provedor adquirir uma porta OLT por vez, permitindo uma evolução gradual.

“Com investimentos menores, o provedor consegue ofertar serviços para mercados com maior poder aquisitivo. Ao utilizar uma OLT XGS-PON convencional, o custo da evolução tecnológica acaba sendo tão alto que muitos desistem”, finaliza Goetz.



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