A MCD Telecom, com sede em Brasília, DF, está oferecendo sua rede de fibra para que os provedores regionais possam aumentar a capilaridade e chegar aos assinantes de forma rápida, descomplicada e com reduzido investimento. A empresa conta com 4000 km de backbone próprio em Brazlândia, Águas Claras, Riacho Fundo 2, Taguatinga, Ceilândia e Sol Nascente, todos municípios do DF, além de Águas Lindas de Goiás e Luziânia, GO.

“Ajudamos o provedor a se fortalecer”, diz o diretor Wesley Gonçalves da Silva (foto), que atua no mercado de telecomunicações desde 2008. Em 2018 comprou a MCD. Sob nova direção, a empresa, que atendia somente o varejo desde sua fundação, em 2009, passou a focar mais o mercado corporativo. “Meu objetivo sempre foi o atacado”, afirma. Hoje os cerca de 12 mil assinantes residenciais são mantidos somente em Águas Lindas. Nas outras localidades, o portfólio é voltado para venda de links e aluguel de rede neutra.

Segundo o executivo, o modelo traz benefícios para os provedores, que ao alugar as portas da MCD, por R$ 20 o assinante, não precisam mais de investimentos pesados para expansão ou cobertura de uma área nova. “Em vez de gastar R$ 1 milhão para passar fibra em um pequeno bairro, a empresa pode alocar os recursos na compra de cabos drop e equipamentos e já começar a vender o serviço de banda larga”, diz.

Ao assinar o contrato, basta instalar o equipamento PPoE no data center da MCD, que também fornece o link de Internet. O software smart OLT faz a separação, provisionamento e gerenciamento dos assinantes. O drop a partir da CTO – caixa terminal óptica e a instalação da ONU na residência ficam a cargo do provedor, que também se encarrega do atendimento e suporte técnico ao cliente. Para o assinante o serviço é transparente.

Entre os 40 parceiros que já alugam sua rede, há empresas pequenas que antes só forneciam acesso via rádio e agora conseguiram migrar para a fibra, além de operações maiores, com cerca de 20 mil assinantes, já estabelecidas e com serviços FTTH, mas que estão recorrendo à rede neutra para aumentar a capilaridade.

Para aderir ao modelo, a MCD estabelece o mínimo de 50 portas ativadas, o que gera uma receita de R$ 1000 por mês apenas com o aluguel da rede, fora a contratação do link, sob demanda, que é o carro-chefe da empresa. A MCD também disponibiliza serviços gratuitos de transmissão de TV aberta, alguns streamings de vídeo e telefonia IP, permitindo aos provedores oferecer serviços completos aos assinantes.

A MCD está construindo um backbone de 370 km em 10 cidades do interior de Minas Gerais, também para aluguel, e expandindo em Goiás. “Um provedor constrói sua rede pensando em uma participação de mercado de 20%, 30%. Na MCD pensamos em 100% de ocupação. Eu posso colocar 10 empresas trabalhando na minha rede”, diz o diretor.

De acordo com ele, os clientes finais estão satisfeitos porque em algumas cidades ou bairros havia apenas um ou dois provedores de Internet atuando. “Quando eu chego com o modelo de rede neutra, rapidamente essas localidades passam a ter cinco provedores. A competição traz melhores preços e serviços para a população”, finaliza.





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