A elevada demanda por Internet no início de 2020 levou a operação da Conecta Amazônia, com sede em Juruti, PA, ao limite de capacidade. “A previsão de instalações para o ano todo foi atingida em apenas 20 dias”, conta Hudson Almeida, proprietário e CEO da empresa, que atua em 11 cidades e quatro comunidades da região.

A empresa se viu no “gargalo” do transporte e o planejamento do upgrade anual da rede teve de ser antecipado. O provedor investiu na compra de 25 pares de rádios licenciados Dumont 4+0 da Wi2be, fabricante nacional de Curitiba, PR. Com isso, formou sua própria rede de backbone em uma região com pouca oferta de links de transporte e de difícil acesso por conta da mata fechada e do Rio Amazonas, por onde passa 95% de sua rede. “Estamos muito próximos de Santarém e Parintins, quase na divisa do estado”, afirma o executivo.

A Conecta Amazônia está no mercado há 16 anos e iniciou as atividades utilizando o que havia de disponível no momento: sinal via satélite e distribuição via rádios não licenciados. Hoje alguns dos seus 10 mil clientes já são atendidos com fibra óptica (FTTH). “Queremos investir em novas tecnologias para consolidar o negócio e assegurar serviços de qualidade aos clientes”, diz o diretor. O Pará concentra grandes mineradoras, que são atendidas pela Conecta.

De acordo com o diretor, os rádios ponto a ponto são uma boa opção para prover elevada capacidade de tráfego em pouco tempo. “Além de ser uma região muito irrigada e com vegetação muito densa, quando tem incêndio, a fibra queima junto e a demora para refazer é enorme. Com os rádios, a queimada não afeta tanto e, se afetar, a substituição é imediata.”

A Conecta Amazônia possui parque de equipamentos de mais de 100 enlaces, somando os enlaces ativos, os backups instalados, prontos para uso como redundância, e os backups em bancada, usados quando há necessidade de substituição imediata.

O relacionamento com a Wi2be iniciou há vários anos, com o uso de Smart HP e Smart HP Turbo, que estão ativos em configurações 1+0 ou 2+0 de acordo com a necessidade do trecho. “Apenas nove dias após a chegada dos equipamentos de alta capacidade, de 12 Gbit/s, já havíamos feito mais de 200 novas instalações que aguardavam disponibilidade e pudemos seguir com as assinaturas feitas durante o ano”, diz.

Um dos enlaces está em salto de 50 km, passando 98% sobre a água, com throughput de 2,8 Gbit/s. “O fading é compatível com a região. Sentimos no máximo 10% a 15% de variação em dias de muita chuva”, diz. Para 2021, o plano é de um upgrade massivo na rede, instalando Dumont 4+0 em todo o backbone e migrando os Smart HP Turbo para o backhaul.



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