A Semperis, empresa especializada em resiliência cibernética e gestão de crises, anunciou a expansão de suas operações no Brasil e o lançamento no país do documentário Midnight in the War Room, que aborda os desafios enfrentados pelos diretores de segurança da informação (CISOs) na prevenção e resposta a ataques cibernéticos. Com atuação direta no mercado brasileiro desde o início de 2025, a companhia afirma ter triplicado sua base de clientes na América Latina nos últimos 18 meses.

O documentário foi produzido a partir de mais de 50 entrevistas com CISOs, ex-hackers, psicólogos especializados em comportamento digital e líderes de segurança nacional dos Estados Unidos. A produção explora os impactos humanos, empresariais e geopolíticos dos ataques cibernéticos, além de investigar os caminhos que levam à criminalidade digital e a atuação de grupos em comunidades online e na dark web.

“A partir de histórias de forte impacto humano, queremos ajudar pessoas não técnicas a compreender as guerras secretas travadas 24 horas por dia, sete dias por semana, e a adotar atitudes que contribuam para a resiliência das organizações”, afirma Fernando Oliveira, vice-presidente da Semperis para a América Latina.

O filme está sendo apresentado em sessões privadas em diferentes países. No Brasil, empresas e universidades interessadas poderão solicitar à Semperis a realização de exibições fechadas. A companhia também planeja desenvolver novas séries documentais com depoimentos de líderes de segurança de diferentes setores, incluindo profissionais brasileiros.

A iniciativa acompanha a expansão comercial da Semperis na região. Segundo Oliveira, a empresa ampliou sua equipe com profissionais especializados em cibersegurança e pretende manter os investimentos no país. “O Brasil é um mercado estratégico para nós, e nossa meta é crescer ainda mais em 2027”, afirma.

A Semperis fornece soluções de proteção, detecção de ameaças e recuperação de ambientes de identidade híbridos e multinuvem, incluindo Microsoft Active Directory (AD), Microsoft Entra ID, Okta e Ping Identity. Essas plataformas são responsáveis pela autenticação de usuários, aplicações e sistemas, além do gerenciamento de permissões de acesso aos recursos corporativos.

Segundo a empresa, o comprometimento dessas infraestruturas permite que invasores obtenham credenciais privilegiadas, ampliem seu acesso e se movimentem entre sistemas corporativos, comprometendo aplicações e processos críticos.

Para enfrentar essas ameaças, a companhia oferece uma plataforma de resiliência de identidade e ITDR - Identity Threat Detection and Response, que atua nas etapas de prevenção, detecção, resposta e recuperação de ataques. A solução monitora continuamente o ambiente para identificar vulnerabilidades, detecta comportamentos suspeitos e oferece recursos de investigação forense e restauração dos sistemas de identidade após incidentes.

A plataforma também contempla a proteção de identidades não humanas, como bots e agentes de IA - Inteligência Artificial, que estão sendo incorporados aos ambientes corporativos.

De acordo com o Semperis Ransomware Risk Report 2026, elaborado a partir de entrevistas com 1200 profissionais de TI e cibersegurança de organizações atingidas por ransomware, 87% dos ataques tiveram como alvo sistemas de identidade. O levantamento também identificou que apenas 50% das vítimas mantinham backups específicos desses sistemas e 40% dispunham de ferramentas automatizadas para sua recuperação.

A crescente utilização de IA representa outra preocupação. Em estudo realizado com 1100 profissionais de cibersegurança, a Semperis identificou que 65% das organizações já registram, autenticam e autorizam integralmente agentes de IA. Ao mesmo tempo, 74% dos entrevistados acreditam que a tecnologia poderá intensificar os ataques contra infraestruturas de identidade.

Segundo Oliveira, a combinação de ataques direcionados às identidades, uso de IA por criminosos e dificuldades de recuperação pode transformar incidentes técnicos em crises empresariais prolongadas. “Um dos nossos diferenciais é a abordagem de ciclo de vida da segurança. A capacidade de detectar ameaças, responder rapidamente e recuperar o ambiente de identidade a um estado confiável é essencial para reduzir o impacto sobre o negócio”, conclui o executivo.



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