O avanço dos ataques de ransomware tem ampliado a preocupação das empresas não apenas com a proteção dos dados, mas também com a capacidade de restabelecer rapidamente suas operações depois de um incidente. Nesse cenário, fornecedores de segurança e proteção de dados vêm expandindo a abordagem tradicional de backup para incluir mecanismos de recuperação, cópias isoladas, testes e integração entre as áreas de TI, segurança e negócios.

É nesse mercado que atua a Commvault, especializada em proteção e recuperação de dados e resiliência cibernética. Segundo Marcos Ferreira Gomes, diretor da companhia no Brasil, o backup continua sendo uma parte fundamental da estratégia, mas deixou de ser suficiente diante da sofisticação dos ataques. “Hoje, o backup é parte da equação da resiliência operacional, mas não é só isso. A empresa precisa olhar a resiliência de forma mais ampla, ter o dado para recuperar, mas também ferramentas, processos e integração entre as áreas”, afirma.

Um dos problemas ocorre quando o ransomware atinge os dados de produção antes da realização do backup ou quando o invasor consegue alcançar as próprias cópias de segurança. A replicação entre dois ambientes também pode não ser suficiente se os dados comprometidos forem reproduzidos no segundo site.

Por isso, uma das estratégias adotadas pelo mercado é manter cópias imutáveis e isoladas do ambiente de produção. A Commvault oferece, entre alternativas, armazenamento de uma cópia separada em nuvem e ambientes de recuperação conhecidos respectivamente como AirGap e Clean Rooms, nos quais sistemas podem ser restaurados e testados antes de voltar à operação. Outro alvo crítico dos ataques cibernéticos é o Active Directory (Entra ID). Quando a identidade dos usuários é comprometida, os invasores podem bloquear ou dificultar o acesso aos sistemas e ambientes corporativos, causando interrupções operacionais significativas e impactando diretamente a continuidade dos negócios. “A Commvault desenvolveu internamente uma solução para proteger, identificar riscos e recuperar o AD de forma rápida e segura. Cyber Resilience também começa pela identidade”, diz.

A companhia também emprega mecanismos para identificar alterações anormais nos backups. Um crescimento inesperado no volume de mudanças de determinado banco de dados, por exemplo, pode indicar um processo de criptografia provocado por ransomware e gerar um alerta para investigação.

A preocupação com a capacidade de recuperação aparece em uma pesquisa da IDC patrocinada pela Commvault, realizada com 539 tomadores de decisão de TI e resiliência nos Estados Unidos e Canadá. Aproximadamente 85% dos entrevistados já haviam enfrentado algum incidente cibernético. Segundo o levantamento, apenas 26,9% apresentavam um plano considerado maduro de recuperação.

Outro indicador mostra que 57,7% das organizações pesquisadas ainda não haviam definido completamente seu chamado Negócio Mínimo Viável, ou MVB, conjunto de aplicações e processos considerados indispensáveis para que a empresa volte a operar depois de uma interrupção. Quase todos os entrevistados, 98,4%, também apontaram necessidade de melhorar a colaboração entre as equipes de TI e segurança.

Para Gomes, estabelecer previamente quais sistemas precisam ser recuperados primeiro é uma das etapas centrais da estratégia. “É preciso eleger aquilo que é fundamental para o negócio voltar. Uma vez que o fundamental está recuperado, pode avançar para outras aplicações que também são necessárias, mas para as quais existe mais tempo”, diz.

Essa abordagem integra o conceito de ResOps, ou operações de resiliência, que reúne equipes de negócios, segurança, infraestrutura, proteção de dados e recuperação em torno da continuidade operacional. Na avaliação da IDC, essa disciplina tende a ganhar espaço nas empresas nos próximos três a cinco anos.

A Commvault faz parte do Quadrante Mágico do Gartner para Plataformas de Backup e Proteção de Dados. “A empresa foi posicionada como líder em 15 ciclos consecutivos de avaliação. Além disso, conquistamos a 1ª colocação em cinco dos seis casos de uso avaliados no relatório Gartner Critical Capabilities for Backup and Data Protection Platforms 2026, reforçando a nossa posição de destaque”, finaliza o executivo.



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