O IX.br (Brasil Internet Exchange), iniciativa do NIC.br - Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR e do CGI.br - Comitê Gestor da Internet no Brasil, inaugurou em Macapá, AP, seu 40º Ponto de Troca de Tráfego (PTT), consolidando sua presença nos 26 estados do país. O novo PTT se tornará o sétimo da região Norte, somando-se a Belém, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco e Boa Vista.

O IX.br é atualmente o maior conjunto de Pontos de Troca de Tráfego Internet do mundo, com mais de 3,7 mil Sistemas Autônomos (AS) participantes, que geram aproximadamente 7,25 mil conexões. O projeto desempenha papel estratégico ao possibilitar a interligação física entre provedores de acesso à Internet e provedores de conteúdo. Essa infraestrutura compartilhada permite que as redes troquem dados diretamente, encurtando o trajeto que eles percorreriam e aumentando a qualidade e a estabilidade da conexão, além de reduzir custos operacionais. Na prática, o resultado é uma Internet mais veloz, eficiente, resiliente e barata para os brasileiros.

“Com o início das atividades em Macapá, o IX.br cumpre seu objetivo de levar pontos de troca de tráfego a todas as unidades da federação. Essa expansão, ao longo de 22 anos, reflete o compromisso do NIC.br com a melhoria contínua da infraestrutura de Internet no país, implantada pelo trabalho conjunto com parceiros como a RNP [Rede Nacional de Ensino e Pesquisa], o Serpro [Serviço Federal de Processamento de Dados] e governos estaduais”, enfatiza Milton Kaoru Kashiwakura, diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br.

“É através da troca de tráfego que a comunicação eficiente na Internet acontece. E como parceiros de muitos anos do NIC.br, nós nos sentimos orgulhosos de poder contribuir com essa iniciativa importante, que fortalece a Internet na Região Norte e, portanto, também a Internet no país”, diz Eduardo Grizendi, consultor para Projetos Especiais da RNP.

“A implantação do primeiro Ponto de Troca de Tráfego do IX.br no Amapá representa um marco para a infraestrutura digital do nosso Estado. Ter um PTT em Macapá significa manter uma parcela maior do tráfego de Internet local dentro do próprio Estado, reduzindo caminhos desnecessários, melhorando a latência, a eficiência e a resiliência da conectividade”, diz Alex Rogério de Almeida Fernandes, diretor de Infraestrutura Computacional do Centro de Gestão da Tecnologia da Informação (PRODAP).

Nos últimos anos, o IX.br vem batendo sucessivos recordes de troca de tráfego Internet. O mais recente foi registrado em junho deste ano, quando a iniciativa alcançou a marca de 55 Tbit/s no agregado. Aquele mês foi marcado pelas transmissões dos jogos da Copa do Mundo de futebol, período em que o consumo de streaming atingiu patamares elevados. O bom desempenho durante os picos de demanda é o resultado de um processo contínuo de planejamento e investimento em equipamentos por parte dos grandes distribuidores de conteúdo e acesso presentes no IX.br e do NIC.br.

“A infraestrutura foi dimensionada para suportar variações intensas de tráfego sem degradação do serviço. Além da descentralização gradual da troca de dados pelo país, a discussão antecipada com as redes participantes, tendo em vista a expansão de capacidade e a atualização de equipamentos, foi fundamental para manter a estabilidade do sistema, mesmo nos momentos de maior audiência”, explica Julio Sirota, gerente de Infraestrutura do IX.br.

O PTT de São Paulo permanece como líder global em volume de troca de tráfego e número de participantes. Concentra atualmente cerca de 65% do tráfego total do IX.br, mas observa-se uma crescente distribuição entre os demais Pontos de Troca de Tráfego, acompanhada pelo aumento do número de Sistemas Autônomos (AS) nas diferentes localidades da iniciativa.

Um exemplo de destaque é o PTT de Fortaleza, no Ceará, segundo maior Ponto de Troca de Tráfego do país. A capital cearense ocupa uma posição estratégica para a conectividade no Brasil e na América Latina, por abrigar uma das maiores concentrações de cabos submarinos do mundo.



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