A Anlix está ampliando sua atuação em IA - Inteligência Artificial e automação de redes com o objetivo de evoluir de uma plataforma voltada principalmente à gestão de dispositivos para uma oferta mais ampla de inteligência operacional. A empresa brasileira gerencia e monitora mais de 10 milhões de dispositivos e atende cerca de 300 empresas.

Segundo a companhia, o novo posicionamento busca atender operações de telecomunicações cada vez mais complexas, com redes multimarca, grande volume de dados e necessidade de maior automação. A plataforma reúne informações de diferentes pontos da infraestrutura para monitorar dispositivos, identificar possíveis causas de falhas, recomendar ações e automatizar configurações.

“A evolução das redes exige que as empresas deixem de atuar apenas depois que um problema chega ao consumidor. O próximo passo é transformar os dados gerados pela própria infraestrutura em capacidade de antecipação, diagnóstico e ação”, afirma Rogério Antunes, CEO da Anlix.

A estratégia ganhou força em 2026 com a reorganização do portfólio em três níveis — Flash 1, Flash 2 e Flash 3 —, destinados a diferentes estágios de maturidade operacional. A proposta é permitir que os clientes avancem de funções básicas de gestão para recursos de observabilidade, governança, automação e inteligência.

Um dos principais focos da companhia é a evolução da Lizzie, assistente de inteligência operacional baseada em IA. A ferramenta está sendo desenvolvida para correlacionar informações de diferentes fontes, identificar possíveis causas-raiz de falhas e apoiar as equipes na tomada de decisão.

A empresa prevê ainda uma arquitetura multiagente, na qual diferentes agentes de IA poderão atuar de forma coordenada e, sob regras de governança, executar determinadas ações diretamente na rede.

Entre as aplicações já desenvolvidas está um projeto com a Ligga, no qual a Lizzie é utilizada para apoiar o diagnóstico e a prevenção de problemas. Na Vero, a Anlix integrou seu ACS ao NOC Digital e ao Centro de Engenharia de Clientes, ampliando o monitoramento de equipamentos e a atuação preventiva.

A companhia também participa do projeto RNP/OpenRAN@Brasil, com uma infraestrutura de testes destinada ao desenvolvimento de uma solução móvel para gestão de roteadores FWA e convergência entre redes fixas e móveis.

A Anlix informou ainda que pretende avançar em recursos relacionados ao TR-369/USP e Lifecycle Management, além de ampliar projetos envolvendo FWA e Open RAN. A empresa também planeja expandir sua atuação internacional e avaliar aplicações de sua plataforma em setores como IoT, energia e saneamento.



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