A consolidação da IA - Inteligência Artificial generativa, da computação em nuvem e de aplicações de ultrabaixa latência está colocando a infraestrutura de telecomunicações do Brasil sob uma pressão sem precedentes. Estudos de mercado indicam que a adoção de IA (especialmente a IA agêntica) vai multiplicar o tráfego de rede gerado por consumidores em 6,6 vezes até meados da década de 2030. Por isso, a Multi PRO e a ZTE anunciam o fortalecimento de sua parceria estratégica para preparar os provedores de Internet para esta nova realidade.

Para garantir que os mais de 11 mil provedores do país, hoje responsáveis por mais de 50% dos acessos de banda larga fixa nacional, não sofram com gargalos, as empresas uniram forças em duas frentes vitais: infraestrutura de transporte óptico DWDM de altíssima capacidade e o início da fabricação nacional de servidores de última geração.

Um dos principais marcos da operação conjunta foi o início da produção sob demanda dos servidores da linha G6 da ZTE na planta do Grupo Multi em Extrema, MG, no ano passado, que tem sido reforçada para atender à expectativa de crescimento. A iniciativa é essencial para abastecer data centers locais, provedores e operadoras com agilidade, eliminando custos e impostos de importação, o que pode representar até 30% de redução no TCO - Custo Total de Propriedade.

A linha de servidores G6 foi projetada para suportar processadores Intel Xeon de 6ª Geração e conta com tecnologia de resfriamento líquido. Essa inovação reduz o consumo energético (PUE) em até 40%, permitindo maior densidade de hardware em pequenos data centers, característica crucial para suportar o processamento intensivo de machine learning e computação na borda.

“O provedor brasileiro deixou de ser um mero provedor de acesso e passou a ser o motor da infraestrutura digital do país”, afirma Leonardo Andrade, gerente de produto da Multi PRO. “A nossa parceria com a ZTE garante que o provedor não apenas transporte o massivo tráfego de IA sem latência, mas também tenha a capacidade de processá-lo localmente, transformando-se em um provedor de infraestrutura como serviço, com tecnologia de ponta produzida dentro do Brasil e viabilidade financeira real”.

Embora mais de 80% da banda larga fixa no Brasil já rode sobre fibra óptica (FTTH) até a casa do cliente, o backbone dos provedores necessita de tecnologias robustas para suportar o volume de dados da IA.

Para resolver essa equação na camada de transporte, a Multi PRO está implantando a plataforma da ZTE, a DCI ZXONE 7000 (C2D, foto). A solução de interconectividade de data centers (DCI) e DWDM multiplica a capacidade da infraestrutura de fibra já instalada, suportando taxas flexíveis por canal de 100 Gbit/s até 1,6 Tbit/s. Todo o sistema é integrado a uma gestão via IA (plataforma Zenic-One) capaz de prever e corrigir falhas na rede em tempo real.

O ecossistema ponta a ponta da Multi PRO e ZTE permite aos provedores brasileiros irem além da conectividade. Hoje, segundo dados do Cetic.br, 26% dos provedores já atuam com serviços de hosting e colocation. Com servidores fabricados no Brasil e redes preparadas para múltiplos Terabits, os provedores ganham a infraestrutura necessária para habilitar novos modelos de receita, como a oferta de serviços de “IA na borda” para o setor corporativo regional, tudo em total conformidade com a LGPD e com baixíssima latência.



Mais Notícias RTI



Campinas terá data center de R$ 5 bilhões voltado à inteligência artificial

Alvará para a implantação do empreendimento da Terranova foi entregue durante evento no dia 20 de agosto, autorizando o início das obras.

24/08/2026


Data centers elevam demanda por aço, avalia Gerdau

Nos Estados Unidos, onde o mercado está mais avançado, os efeitos já aparecem nos resultados da siderúrgica.

24/08/2026


IA amplia papel dos ADCs na infraestrutura e segurança das aplicações

Soberania de dados, repatriação de cargas e novas ameaças aos modelos aumentam a importância dos controladores de entrega de aplicações em ambientes de IA.

24/08/2026