Criado para impulsionar uma nova geração de redes móveis abertas e desagregadas no país, o Programa OpenRAN@Brasil concluiu sua segunda fase com a entrega do protótipo funcional da Unidade de Rádio Aberta (O-RU). Considerada um dos componentes centrais do modelo Open RAN e responsável pela transmissão e processamento de sinais em redes móveis abertas, a O-RU alcançou desempenho superior ao esperado, com taxas de transmissão acima de 1,5 Gbit/s. O programa do MCTI - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação é coordenado pela RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e executado em parceria com o CPQD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, o Instituto Eldorado e o Inatel - Instituto Nacional de Telecomunicações.
“Chegamos ao fim da fase 2 com um resultado concreto e mostramos que o Brasil pode desenvolver tecnologias de hardware e software para Open RAN”, afirma Michelle Wangham, diretora-adjunta de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da RNP.
O Open RAN é uma iniciativa que busca romper com o modelo tradicional de redes móveis, no qual um único fornecedor concentra todos os equipamentos de infraestrutura. Nesse modelo, antenas, roteadores e outros componentes precisam ser fornecidos pelo mesmo fabricante. Com o Open RAN, diferentes equipamentos e fornecedores podem compor uma mesma rede, ampliando a concorrência e reduzindo a dependência de soluções únicas.
O desenvolvimento da Unidade de Rádio Aberta (O-RU) é fruto da colaboração entre a RNP, o CPQD, o Instituto de Pesquisas Eldorado e o Inatel, envolvendo a integração de hardware e software em uma arquitetura de redes abertas. O trabalho resultou em um protótipo funcional, que passou por avaliações iniciais em laboratório, alcançando taxas de transmissão acima de 1,5 Gbit/s e podendo ser utilizado para validação de tecnologias de redes móveis abertas em ambientes de testes.
Além da unidade de rádio, na segunda fase houve atuação de grupos de pesquisa voltados ao desenvolvimento de aplicações baseadas em IA - Inteligência Artificial para redes móveis abertas, além da criação de ambientes de simulação e de estudos em cibersegurança aplicados ao ecossistema Open RAN. Essas iniciativas ampliaram as capacidades do OpenRAN@Brasil, contribuindo para o avanço do desenvolvimento das soluções ao longo da Fase 2.
“Temos gente qualificada no Brasil para desenvolver soluções e equipamentos de ponta. Esse é um feito que precisa ganhar visibilidade. Agora queremos validar essas tecnologias, utilizá-las nos testbeds e demonstrar seu potencial em aplicações reais”, explica Rubens Caetano Barbosa de Souza, Coordenador-geral de Inovação Digital do MCTI.
A conclusão da Fase 2 também será marcada pela apresentação de um vídeo de demonstração da Unidade de Rádio Aberta durante o Fórum RNP 2026, que será realizado de 24 a 27 de agosto em Brasília, DF. Com isso, o OpenRAN@Brasil avança para a próxima etapa. A Fase 3 do programa prevê a ampliação do ambiente de testes para outras regiões do país, além da integração dos protótipos desenvolvidos ao testbed do programa.
Crédito da foto: divulgação/Programa OpenRAN@Brasil.
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