O aquecimento do mercado de colocation e a expansão dos serviços de banda larga fixa, com destaque para os provedores de Internet, garantiram para a Vertiv Brasil, fornecedora global de soluções de infraestrutura crítica, resultados bastante positivos em 2020. “Estamos crescendo dois dígitos neste ano”, diz Rafael Garrido, vice-presidente para a região da América Latina.

Segundo ele, a necessidade de isolamento acabou impulsionando a transformação digital nas empresas, a migração para a nuvem e a contratação de serviços de Internet de qualidade. Como consequência, os investimentos dos grandes provedores de data centers não apenas se mantiveram, como foram acelerados para atender à elevada demanda por processamento de dados. Além do Brasil, países como Chile, Colômbia e México receberão os novos empreendimentos hyperscale, já anunciados publicamente pelos principais players do setor, como Ascenty e Odata. “A importância do data center passou a ser muito maior no último ano”, afirma.

Logo no início da pandemia, a Vertiv traçou um plano de contingência para que pudesse manter a segurança de seu time e ao mesmo tempo prover soluções e serviços essenciais. “Embora nossos principais clientes sejam os data centers, o impacto da tecnologia vai além. Suportamos os processos digitais de empresas e pessoas que utilizam os serviços em seus negócios e em sua vida diária. Temos o compromisso de manter nossa fábrica operante, sem interrupções no fornecimento. E contamos com profissionais treinados e certificados nas disciplinas e tecnologias essenciais para manter os processos digitais acontecendo”, diz.

Com planta industrial em Sorocaba, SP, onde trabalham cerca de 100 colaboradores, a Vertiv fornece soluções para infraestrutura de telecomunicações, como fontes de energia, painéis e produtos para distribuição elétrica (PDUs e RPPs) e sistemas modulares para edge computing (micro e pequenos data centers indoor). A unidade brasileira é a base para abastecer toda a América Latina. “O volume de produtos e soluções para a região tem crescido bastante nos últimos anos. O ano de 2020 foi o que mais exportamos”, diz o executivo.

Para 2021 as expectativas continuam positivas. “A digitalização tem sido uma boa experiência que veio para ficar. Mesmo com o esperado fim da quarentena, os processos não regressarão 100% ao que eram na fase pré-pandemia”, afirma. Além da transformação digital em curso, o mercado aguarda a chegada do 5G, que deverá impulsionar o edge computing, um outro segmento estratégico para a Vertiv. Cada torre funcionará como uma “small edge” ou concentrador, com um ou dois racks encarregados do processamento local. “Essa será a próxima onda que deverá impulsionar os futuros investimentos na América Latina”, finaliza.



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