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O Brasil tem mais de 20.000 provedores de internet registrados na Anatel — e boa parte deles convive com um paradoxo custoso: centenas ou milhares de portas FTTx instaladas em caixas de terminação óptica (CTOs) que não geram nenhuma receita. Do outro lado do mesmo mercado, ISPs em expansão precisariam de milhões em CAPEX e meses de obra para construir a rede que esses provedores já têm pronta.
A FiberShare chegou para eliminar esse paradoxo. Desenvolvida pela CMORITZ ENGENHARIA LTDA, com sede em Palhoça (SC), é o primeiro software de gestão de redes neutras da América Latina — uma plataforma que estrutura o compartilhamento de infraestrutura FTTx entre provedores, com gestão contratual, operacional e financeira integradas em um único ambiente digital.
"O mercado de compartilhamento de rede já existia no Brasil — mas funcionava no escuro, sem contrato, sem rastreabilidade e sem escala. A FiberShare estrutura esse mercado", afirma Carlos Moritz, CEO da empresa. "Se você tem 1.000 portas ociosas e as ativa a R$ 30,00 por porta por mês, são R$ 30.000 mensais de receita que você não tinha. Isso é real, é imediato e é zero investimento adicional em infraestrutura."
A plataforma integra todo o ciclo operacional do compartilhamento: negociação e geração de contratos com assinatura eletrônica, Fichas de Serviço por lote de portas, gestão de Ordens de Serviço (OS) com rastreabilidade completa, monitoramento de SLA por faixa de porte e faturamento automatizado via Stripe Connect — com split financeiro automático entre Host e Tenant, sem necessidade de cobranças manuais.
O impacto é bidirecional. Um Host com 3.600 portas ociosas que ativa 1.200 delas por meio da plataforma passa a receber mais de R$ 40.000 mensais adicionais sem nenhum investimento novo. Um Tenant que precisaria de R$ 3,8 milhões e 14 meses de obra para cobrir 5 bairros começa a vender nesses bairros em semanas, com custo operacional por porta muito abaixo do equivalente de construção própria.
O investimento de R$ 36,3 bilhões no setor de telecomunicações em 2025 — com foco em fibra óptica, segundo a Conexis Brasil Digital — indica que o volume de infraestrutura instalada continuará crescendo. O mercado de compartilhamento de rede neutra no Brasil, com taxa estimada de ociosidade entre 30% e 40% nas redes regionais, representa um potencial de bilhões de reais anuais ainda amplamente não capturado.
A plataforma foi lançada durante o Abrint Global Congress 2026, em São Paulo. A próxima etapa é a expansão da base de parceiros no Brasil e o início do planejamento para entrada na América Latina em 2026–2027.
Informações e cadastro: www.fibershare.com.br
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