A Velox ampliou sua atuação no segmento de provedores de Internet com uma oferta de serviços voltada à terceirização de operações críticas de atendimento, suporte técnico e contact center. A empresa participou da Abrint Global Congress (AGC) 2026 destacando sua estratégia de atendimento personalizado, com foco em escalabilidade operacional, retenção de clientes e suporte contínuo.
Segundo a companhia, o crescimento dos provedores regionais vem elevando a demanda por estruturas de atendimento capazes de operar em regime 24x7, especialmente em atividades relacionadas a suporte técnico, interrupções de sinal, cobrança e cancelamentos. Nesse contexto, a Velox oferece operações terceirizadas de SAC, suporte de primeiro nível e monitoramento técnico, incluindo atuação fora do horário comercial e absorção de transbordo das centrais de atendimento.
De acordo com Daniel Chagas, executivo de B2 da Velox, a empresa atua de forma personalizada conforme a necessidade de cada provedor. “O cliente pode manter o SAC próprio em horário comercial e a Velox assume 100% da demanda à noite, finais de semana e feriados”, afirmou. Segundo ele, a empresa também opera em modelos híbridos, absorvendo excesso de chamadas quando as equipes internas ficam sobrecarregadas.
A proposta, segundo o executivo, é permitir que os provedores ampliem sua base de clientes sem a necessidade de expandir proporcionalmente as equipes internas de atendimento. “Os provedores conseguem expandir a carteira de clientes sem ter que ficar expandindo a equipe interna”, disse.
A Velox opera um contact center em Belo Horizonte, MG, e atende provedores em diversas regiões do país. Entre os serviços oferecidos estão suporte técnico de nível 1 e nível 2, monitoramento de rede, operações ativas de relacionamento com clientes e pesquisas de satisfação. A empresa também realiza contatos proativos para informar falhas de rede, orientar usuários e executar testes remotos em equipamentos.
Um dos diferenciais destacados pela companhia é o modelo de integração operacional junto aos clientes. Segundo Chagas, a Velox busca reproduzir os processos e a cultura dos provedores dentro da operação terceirizada. “Visitamos a empresa, entendemos a operação e a cultura. Desenhamos os processos junto com o cliente e aplicamos isso dentro da nossa empresa”, afirmou. “Terceirizar com a gente não é perder o controle, mas encontrar uma forma de escalar o negócio de maneira financeiramente mais saudável.”
A empresa também enfatiza o atendimento humanizado como um dos pilares da estratégia para provedores. Em um cenário de crescente adoção de inteligência artificial nos canais de atendimento, a Velox afirma que mantém foco no contato humano, especialmente para lidar com usuários com menor familiaridade tecnológica. “O que gera retenção na carteira do provedor é o cuidado humano”, afirmou Chagas.
Segundo o executivo, muitos chamados de suporte exigem orientação simples, mas dependem de interação humana para resolução eficiente. “Às vezes o Wi-Fi parou de funcionar porque o equipamento foi desconectado da tomada. O cliente precisa de alguém que entenda a situação e oriente da maneira correta”, explicou.
A Velox informou operar com índice de satisfação de 95% e taxa de resolução no primeiro contato de 80%. A empresa também destacou o uso de dashboards compartilhados e relatórios de desempenho para garantir visibilidade operacional aos provedores contratantes.
Para Letícia Costa Ramos Abdo, diretora da Velox, o crescimento dos provedores cria um ponto de inflexão operacional, em que a estrutura interna de atendimento deixa de acompanhar a expansão da base de clientes. “A operação de atendimento que funcionava com equipe própria começa a comprometer a qualidade do serviço e consumir recursos que deveriam ir para o core do negócio”, afirmou a executiva.
Com 16 anos de atuação, a Velox surgiu inicialmente prestando serviços de assistência 24 horas para seguradoras, locadoras e empresas de transporte, expandindo posteriormente seu portfólio para operações de atendimento, CX e BPO voltadas a empresas B2B e B2B2C.
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