A Qualcomm apresentou durante o Qualcomm Innovation Summit 2026 em São Paulo um conjunto de soluções voltadas ao setor de telecomunicações com foco em IA - Inteligência Artificial embarcada diretamente nos dispositivos e equipamentos de rede. Segundo a companhia, as tecnologias buscam ampliar a eficiência das redes Wi-Fi, reduzir latência e permitir novos serviços inteligentes para operadoras e usuários finais.
Entre os destaques apresentados está o Qualcomm Dragonwing Service Defined Wi-Fi, tecnologia voltada a roteadores equipados com plataformas Wi-Fi 7 e Wi-Fi 8 da linha Dragonwing Networking. A solução utiliza IA para otimizar automaticamente o tráfego da rede conforme o perfil de uso das aplicações, priorizando serviços sensíveis à latência, como jogos online, videoconferência e aplicações XR, mesmo em ambientes congestionados.
A empresa também demonstrou o Qualcomm Dragonwing Traffic Sense AI, ferramenta que identifica padrões de tráfego em tempo real para otimizar aplicações de streaming e jogos. Segundo a Qualcomm, a tecnologia foi desenvolvida para oferecer menor latência e melhor distribuição de largura de banda em redes domésticas e corporativas.
Outro foco do portfólio apresentado foi a incorporação de recursos de edge AI nas plataformas de rede da companhia. A proposta é permitir processamento local de aplicações de inteligência artificial diretamente nos roteadores, reduzindo dependência da nuvem e melhorando desempenho, privacidade e capacidade de resposta das aplicações conectadas.
A empresa também apresentou um assistente virtual integrado ao roteador, permitindo gerenciamento da rede por comandos de voz processados localmente no equipamento. Segundo a Qualcomm, o modelo busca ampliar a privacidade dos usuários ao evitar o envio de dados para processamento externo.
De acordo com Silmar Pereira, chefe de Marketing de Produto Latam da Qualcomm, a tendência é que a inteligência artificial passe a operar cada vez mais próxima do usuário final. “Estamos entrando em uma nova era de conectividade, onde a inteligência artificial não está mais centralizada na nuvem e passa a residir na borda, nos dispositivos que usamos diariamente”, afirmou.
Segundo a companhia, o conjunto de tecnologias busca apoiar operadoras e provedores na oferta de redes mais inteligentes, seguras e personalizadas, acompanhando a evolução da conectividade residencial e corporativa.
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