O anúncio de um projeto para ampliar a conectividade rural com 5G no Ceará recolocou em evidência o papel da infraestrutura pública no desenvolvimento do setor de telecomunicações. Durante a apresentação da iniciativa, a Brisanet destacou a contribuição do CDC - Cinturão Digital do Ceará para o início de sua trajetória de expansão.

A operadora prevê a implantação de cerca de 1000 torres para ampliar a cobertura móvel no interior do estado até 2029, com o objetivo de levar conectividade a uma parcela significativa da população rural. O projeto, desenvolvido em parceria com o governo estadual, reforça a estratégia de interiorização dos serviços digitais.

No evento, o presidente da Brisanet, José Roberto Nogueira, afirmou que o acesso ao backbone público de fibra óptica foi determinante para estruturar a rede da companhia. Segundo ele, a entrada no CDC, em 2015, permitiu à empresa iluminar a infraestrutura existente e iniciar a expansão de sua malha própria.

O Cinturão Digital do Ceará é uma rede de fibra óptica operada pelo governo estadual que interliga municípios e viabiliza a oferta de serviços de telecomunicações. O modelo de acesso, por meio de leilão de pares de fibra, abriu espaço para a atuação de provedores regionais em um momento em que a construção de backbone próprio ainda era limitada.

A partir dessa base, a Brisanet expandiu sua rede para cerca de 200 mil quilômetros de cabos no Nordeste, consolidando sua presença na região. O avanço da infraestrutura fixa segue sendo apontado como elemento essencial para suportar a expansão de redes móveis e aplicações digitais.

A iniciativa de conectividade rural evidencia a demanda crescente por redes de alta capacidade fora dos grandes centros urbanos, impulsionada por serviços digitais, automação e acesso a plataformas online. Nesse contexto, a integração entre redes públicas e privadas tende a ganhar relevância na ampliação da cobertura e na redução de desigualdades regionais.

O caso reforça a importância de políticas públicas voltadas à infraestrutura de telecomunicações, especialmente em regiões com menor densidade econômica, onde a atuação de redes estruturantes pode viabilizar a entrada e o crescimento de novos operadores.



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