No primeiro semestre de 2020, o mercado brasileiro de serviços de TI registrou um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período de 2019 e faturou mais de R$ 41 bilhões. Os números são do estudo IDC Brazil Semiannual Services Tracker 2020H1, realizado pela IDC Brasil, especializada em inteligência de mercado, serviços de consultoria e de conferências para indústrias de tecnologia de informação e comunicações.

“Nos dois primeiros meses, o que se observou foi um mercado acelerado e impulsionado por negociações iniciadas no final de 2019. O contraponto negativo ocorreu a partir de março, com a pandemia de Covid-19. Se por um lado disciplinas ligadas ao fornecimento de hardware, mercado bastante dolarizado e dependente de insumos importados foram impactadas, por outro houve aceleração nos resultados de serviços correlatos a cloud e segurança da informação, ambos figurando como maiores habilitadores do trabalho remoto diante do confinamento”, explica Luiz Monteiro, analista de pesquisa e consultoria em serviços de TI da IDC Brasil.

O resultado desse movimento foi um crescimento perto de zero no mercado de implantação de hardware e suporte, enquanto gerenciamento de aplicação acelerou 5,9%. Segundo Monteiro, a tendência é que os serviços em nuvem continuem em destaque. “Temas ligados a cloud, principalmente no que toca o entendimento e utilização integrada e eficiente de ambientes cada vez mais distribuídos por data centers próprios ou não, clouds públicas ou privadas, devem permanecer na pauta das organizações”, diz Monteiro.

Apesar desse movimento, a IDC projeta crescimento modesto para 2020, com recuperação a partir do final de 2021. “Projetos e consultorias focadas no controle e previsibilidade de custos, assim como ferramental que permita o uso mais eficiente dos recursos disponíveis, próprios ou contratados ‘as a service’, devem ser cada vez mais ofertados pelos provedores e buscados pelas corporações”, completa o analista da IDC Brasil.



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