O Programa Norte Conectado deu início à sua segunda fase de obras com uma operação logística de transbordo no porto Super Terminais em Manaus, AM. A movimentação de 3179 quilômetros de cabos de fibra óptica subfluviais, produzidos sob demanda para o projeto, marca o começo da implantação das Infovias 5, 6 e 8. O projeto é uma iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério das Comunicações e da Anatel.

Os cabos estão sendo transferidos para três embarcações de onde seguirão para lançamento nos rios Madeira, Purus e Juruá. As novas infovias irão conectar os trechos Autazes, AM – Porto Velho, RO, na infovia 5; Manacapuru, AM – Rio Branco, AC, infovia 6; e Fonte Boa, AM – Cruzeiro do Sul, AC, infovia 8.

Com cerca de 5 mil toneladas de cabos, esta é a maior operação de transbordo já realizada no programa, superando as fases anteriores, que envolveram 2400 quilômetros de cabos e aproximadamente 3600 toneladas nas Infovias 2, 3 e 4, já concluídas. O carregamento do material deve ser finalizado em aproximadamente 30 dias, dando sequência às frentes de obra nos rios amazônicos.

Cada cabo reúne 24 pares de fibra óptica e capacidade de transmissão de até 96 Tbit/s. Produzidos com materiais inertes e atóxicos, os cabos são instalados de forma estável no leito dos rios, sem reagir com a água ou impactar os ecossistemas.

Quando finalizada, a infraestrutura do Norte Conectado contará com 13,2 mil quilômetros de cabos ópticos, interligando 70 municípios em seis estados da região amazônica: Amazonas, Pará, Acre, Roraima, Rondônia e Amapá, beneficiando cerca de 7,5 milhões de brasileiros com Internet de alta qualidade e estabilidade.

“Quando falamos em conectividade significativa, falamos de algo que vai além de sinal. Esse projeto propõe infraestrutura pensada para durar, respeitar a floresta e chegar onde o Brasil sempre teve mais dificuldade de chegar. Ao lançar fibra óptica pelos rios da Amazônia, estamos transformando geografia em oportunidade e tecnologia em cidadania. É assim que a EAF, por meio do Norte Conectado, traduz política pública em impacto real na vida das pessoas”, afirma Gina Marques, CEO da EAF – Entidade Administradora da Faixa.

Foto: Leandro Silva Santos



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