A Prysmian anunciou o lançamento da fibra óptica monomodo BendBrightXS de 160 μm, a primeira do mundo nessa categoria de miniaturização. A novidade estabelece um novo patamar para projetos de cabos compactos e de alta densidade, voltados para operadoras, provedores de Internet e ambientes de data centers que enfrentam limitações de espaço em redes ópticas subterrâneas, dutos prediais e infraestruturas internas.

Segundo a fabricante, a redução do diâmetro do revestimento — mantendo o diâmetro de vidro de 125 μm — permite que os cabos acomodem um número substancialmente maior de fibras em estruturas físicas já existentes. A proposta atende diretamente às pressões atuais por expansão de capacidade nas redes FTTH, backbones metropolitanos e enlaces ópticos de baixa latência utilizados por provedores regionais e grandes operadoras.

O BendBrightXS de 160 μm representa a terceira geração de fibras insensíveis à curvatura desenvolvidas pela Prysmian. A empresa introduziu a versão de 200 μm em 2009 e, dez anos depois, a versão de 180 μm. A nova iteração amplia esse histórico ao reduzir a área da seção transversal em mais de 50% em comparação às fibras padrão de 250 μm, sem alterar a compatibilidade com conectores, coletores e processos de fusão já utilizados no mercado.

De acordo com Ian Griffiths, vice-presidente de P&D da unidade de Soluções Digitais da companhia, a inovação amplia a liberdade de projeto para fabricantes de cabos. “A tecnologia BendBrightXS 160 μm permite reduzir drasticamente as dimensões dos cabos e alcançar níveis inéditos de densidade”, afirma o executivo.

A nova fibra mantém compatibilidade plena com as recomendações ITU-T G.652 e G.657.A2, além de incorporar o revestimento ColorLockXS, que melhora o desempenho mecânico e a resistência à curvatura — características fundamentais em instalações com elevada contagem de fibras, do backbone ao drop.

A miniaturização tende a beneficiar principalmente as redes que já operam no limite físico de dutos, galerias técnicas e shafts prediais, cenário comum em grandes centros urbanos brasileiros e em arquiteturas internas de campus corporativos e data centers, onde a densidade óptica é fator crítico de operação.

Com o lançamento, a Prysmian reforça sua estratégia de antecipar demandas de redes de altíssimo tráfego e arquiteturas orientadas a densificação. A companhia aponta que as operadoras devem ampliar, nos próximos anos, o uso de cabos ultra compactos em função do crescimento contínuo do tráfego móvel, da fibra até o usuário (FTTH) e de aplicações que exigem enlaces de baixa latência e maior capacidade óptica.



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