Uma tecnologia desenvolvida pela Ericsson, empresa global de tecnologia em telecomunicações, em parceria com a UFC - Universidade Federal do Ceará, promete transformar o mercado de telecomunicação global ao abordar um dos maiores desafios das antenas de alta frequência: o superaquecimento.

Com o nome “Radio network node and method performed in a wireless communication network”, ou “Nó de rede rádio e método realizado em uma rede de comunicação sem fio”, em tradução livre, a inovação, patenteada recentemente, utiliza um algoritmo inteligente que permite o controle dinâmico da temperatura sem intervenção manual, garantindo maior eficiência, desempenho e sustentabilidade para as redes móveis.

Atualmente, antenas de transmissão descontinuam o funcionamento ao atingirem temperaturas extremamente altas para evitar danos ao circuito interno. Com a nova patente da Ericsson, o algoritmo monitorará, em tempo real, a temperatura da antena e tomará decisões automáticas. Sempre que for identificado um potencial superaquecimento, a transmissão será temporariamente pausada e retomada assim que o resfriamento for alcançado. Esse processo é realizado de forma dinâmica, sem necessidade de intervenção humana, o que evita interrupções completas da transmissão ou danos permanentes.

“Além de oferecer maior eficiência energética, essa inovação evita a redução da vida útil do equipamento. Um exemplo prático disso é que circuitos internos que têm uma expectativa de durabilidade de 10 anos podem ter sua vida útil reduzida pela metade em regime de superaquecimento. Esse problema é evitado com o suporte da tecnologia desenvolvida”, explica Igor Guerreiro, inventor, professor da Universidade Federal do Ceará e parceiro da Ericsson.

O principal diferencial é o algoritmo, que não apenas monitora a temperatura, mas também toma decisões estratégicas para garantir que a antena mantenha a transmissão contínua, mesmo em condições de superaquecimento. Entre os benefícios estão o prolongamento da vida útil das antenas e a redução dos custos de manutenção. Além disso, também há maior eficiência energética, já que o controle automatizado da temperatura permite economizar energia ao evitar descontinuidades prolongadas na transmissão.



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