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Existe uma nova demanda - e um novo perfil - de tráfego nas redes de comunicação, decorrente do aumento do uso de aplicações e serviços que demandam capacidade de transmissão cada vez maior. As operadoras e provedores de serviços de telecomunicações, de modo geral, têm investido em suas infraestruturas de rede óptica com o objetivo de atender à demanda de múltiplos serviços avançados, como vídeos 4K aprimorados, jogos online cada vez mais realistas, aplicações de realidade aumentada e realidade virtual e, também, ao tráfego gerado pelas novas redes 5G que começam a ser implantadas, entre outros exemplos.

A tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) permite essa evolução da infraestrutura, de modo a atender à demanda das redes multisserviços aproveitando os recursos já existentes. Essa tem sido a opção de operadoras e provedores de serviços, ao investir em canais ópticos DWDM de novas gerações, com capacidades mais altas, de 400 Gb/s, 800 Gb/s e - no futuro - até 1,2 Tb/s por canal (lambda, ou comprimento de onda).

Hoje em dia, o mercado oferece diversos recursos para as redes 400 Gb/s, como os padrões ZR, OpenZR+ e OpenROADM – recomendados por organizações do setor de telecomunicações – para os módulos QSFP-DD e CFP2-DCO, que podem ser integrados aos transponders para aumentar as taxas de transmissão de dados das redes DWDM. Cada um deles ocupa um espaço no mercado de soluções ópticas, uma vez que, do ponto de vista técnico, não é qualquer tipo de rede que aceita canais com diferentes larguras de banda.

Os módulos padrão ZR (como o QSFP-DD) são mais simples e apresentam boa relação custo-benefício, porém não são robustos o suficiente para utilização em distâncias mais longas – seu uso é indicado para distâncias curtas. Para redes metropolitanas, é recomendável o uso de módulos padrão OpenZR+ (disponível em versão do QSFP-DD e do CFP2-DCO). Já para redes de longa distância, a recomendação é o uso dos módulos de padrão OpenROADM (também disponível em modelo do CFP2-DCO), que apresentam performance óptica melhor, uma vez que incorporam mais funcionalidades como as que suportam pequenos mecanismos de adaptação da taxa de transmissão.

Os módulos MSA, por sua vez, são soluções indicadas para redes terrestres de ultralonga distância (ULH) mais desafiadoras, ou para redes submarinas, por exemplo. São módulos mais completos, que suportam uma infinidade de configurações de largura espectral e permitem fazer ajustes finos para adaptação às características da rede - tolerando limitações como pior relação sinal-ruído ou dispersão cromática acumulada.

Quando se fala na evolução das redes para 400 Gb/s (400G), existem diferentes maneiras de fazer isso, dependendo do tipo de rede e de aplicação. Esses módulos estão ganhando novas gerações, de maior largura espectral e maior taxa de transmissão, o que permite capacitar as redes DWDM para transportar taxas mais elevadas, aumentando sua capacidade sem mexer na infraestrutura existente - em termos de amplificadores, multiplexadores e demultiplexadores (mux/demux) etc.

Assim como os módulos padrão ZR para curta distância, está nascendo também uma nova geração de módulos plugáveis CFP2-DCO para 400G. Essa nova geração vai trabalhar em 100G e 200G, como os módulos atuais, mas permitirá chegar a 400G onde antes transmitia a 200G. 

Todos esses módulos inseridos no transponders têm como finalidade aumentar a taxa de transmissão de dados. Sua função é converter o sinal do roteador ou switch para rede DWDM e transmitir a uma taxa mais elevada, agrupando vários sinais de 10, de 100 ou de 400 Gb/s em um único comprimento de onda.

Outra forma de evoluir as redes já instaladas está nos módulos ROADM, sigla que significa Reconfigurable Optical Add-drop Multiplexer - ou multiplexador de adição e derivação de canais ópticos reconfigurável. Esses módulos trabalham com uma matriz seletora de comprimento de ondas, chamada WSS (Wavelength Selective Switch), que permite escolher o canal e, caso ocorra uma degradação do sinal, por exemplo, fazer a reconfiguração, para que a luz percorra um caminho diferente e a rede volte a operar de forma mais rápida. Tudo isso via gerência. É um componente a mais, uma parte mais inteligente da rede.

Rafael Terranova é Especialista de Marketing de Produto da Padtec.

www.padtec.com


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