A Fundação Proamb, de Bento Gonçalves, RS, incluiu um novo serviço à sua lista de soluções ambientais: o coprocessamento de solos contaminados. Esse trabalho, além de remediar áreas antes comprometidas e possibilitar sua utilização, abastecerá de matéria-prima a indústria cimenteira, eliminando o passivo ambiental. Para que isso seja possível, a Proamb utiliza sua planta de coprocessamento instalada em Nova Santa Rita.

Ao contrário do processo de trituração e enfardamento dos resíduos sólidos para preparar o blend que substituirá o combustível não renovável dos fornos de cimenteiras, o solo passa por um processo de seleção e peneiramento. “Neste trabalho, os resíduos (o solo contaminado) não são utilizados como substituto energético, e sim como um substituto de matéria-prima. Isso significa que ele entra junto com o calcário, com os óxidos e com outros materiais para fazer cimento”, explica a engenheira ambiental Carolina Pereira. A importância é que o calcário, argila e demais insumos utilizados como matéria-prima na fabricação de cimento são extraídos de jazidas minerais, que são recursos não renováveis da natureza. Ao substituí-los, o solo reduz o impacto ambiental da atividade da cimenteira, sendo reinserido em um novo processo produtivo.

Antes de realizar o processo destacado, a Proamb colhe previamente uma amostra do material para analisá-lo, identificando as substâncias ali contidas. Geralmente, as porções de terras são contaminadas por algum derramamento de combustível ou de outras substâncias inflamáveis em decorrência de acidentes ou por serem áreas outrora utilizadas para o enterro de material proibido.

Desde 2010, a portaria 016 da Fundação Estadual de Proteção Ambiental proíbe que resíduos contaminados com combustíveis ou com outros materiais de poder inflamável sejam enviados para aterros por conta do alto risco de causar incêndios. Além disso, esses resíduos possuem características favoráveis para serem transformados em combustível, promovendo sua valorização energética através da técnica do coprocessamento. Em relação aos solos que não possuem poder calorífico, a recomendação é que sejam encaminhados a locais que possuem licença para seu recebimento com objetivo de serem utilizados como substituto de matéria-prima na cimenteira. No Rio Grande do Sul, o serviço é exclusivo da Proamb.

Outra novidade é o serviço de coprocessamento de resíduos líquidos. Nessa nova modalidade, a Proamb analisa o material gerado pelas empresas e gerencia seu transporte, em cargas consolidadas, geralmente de 15 ou 30 toneladas, e coprocessamento para destinação às cimenteiras. Ali, são utilizados como substituto energético nos fornos, ou seja, como combustível. A utilização desses resíduos líquidos com poder calorífico nas cimenteiras traz um grande ganho para as empresas que os geram, como refinarias e indústrias químicas, de solventes, de tintas e de plásticos: a partir do momento que esse material é enviado para a queima em cimenteiras, ocorre a eliminação do material e, consequentemente, do passivo - além de benefícios para o meio ambiente, com o reaproveitamento de materiais como combustível.



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