A melhoria do saneamento básico em áreas rurais e a ampliação do acesso à água de qualidade ganham um reforço com o desenvolvimento da Plataforma Digital de Saneamento Básico Rural, iniciativa da Funasa - Fundação Nacional de Saúde em parceria com a UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro. O projeto, formalizado por meio do Termo de Execução Descentralizada (TED nº 001/2025/Funasa/UFRJ), prevê investimento de R$ 1,495 milhão até agosto de 2026.

A plataforma, batizada de Sanar, foi concebida para integrar redes colaborativas, agentes de saúde ambiental, gestores públicos e comunidades, criando um sistema de monitoramento, gestão e resposta rápida a problemas relacionados ao abastecimento de água e às soluções de saneamento rural. O objetivo é garantir maior eficiência na execução das políticas públicas, com impacto direto na saúde, na qualidade de vida e na dignidade das populações atendidas.

Voltado especialmente para áreas rurais e municípios de pequeno porte, o sistema permitirá o acompanhamento em tempo real da operação de tecnologias implantadas pela Funasa, como cisternas e sistemas simplificados de tratamento de água (Salta-Z), além de facilitar a comunicação entre moradores, prefeituras, estados e o governo federal. A proposta é reduzir falhas operacionais, acelerar manutenções e ampliar a transparência na gestão dos projetos.

Segundo o coordenador-geral de Saúde Ambiental da Funasa, Artur de Souza Moret, o Sanar nasce como uma ferramenta estratégica para fortalecer a atuação da Fundação junto às comunidades. A lógica colaborativa da plataforma permitirá que moradores registrem demandas diretamente no sistema, mesmo em locais com acesso intermitente à Internet, garantindo que as informações sejam transmitidas assim que houver conexão. 

Inicialmente, o Sanar será implantado em caráter piloto no acompanhamento de aproximadamente 21 mil cisternas que serão instaladas no semiárido nordestino, além de sistemas Salta-Z para tratamento de água em pequenas localidades.

“Vamos ter a informação de um Salta-Z que parou de funcionar por falta de cloro, por exemplo. Ou de uma cisterna que parou porque a bomba não está funcionando e ninguém foi trocar”, explica Moret. A partir desses alertas, a Funasa poderá acionar imediatamente os responsáveis locais, garantindo resposta ágil e efetiva.

O desenvolvimento da tecnologia está sob responsabilidade da UFRJ, com participação de pesquisadores especializados em planejamento urbano e saneamento. A expectativa é que, com a consolidação da plataforma, seja possível expandir sua aplicação para outras frentes da saúde ambiental, como o monitoramento da qualidade da água em regiões de maior vulnerabilidade.

“O planejamento com a Federal do Rio de Janeiro é de que o Sanar já esteja operacional para as cisternas em março. E a gente também vai colocar ele para funcionar no Salta-Z e no Rio Doce, onde os laboratórios da Funasa farão a análise da água”, diz o coordenador de Saúde Ambiental.

Foto: Edmar Chaperman/Funasa



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