O Sistema Cantareira, maior manancial da região Metropolitana de São Paulo, voltou a operar em sua faixa normal no início de abril, algo que não acontecia desde 2017. Com isso, a Sabesp poderá voltar a captar até 33 m³/s de seus reservatórios, em vez dos 31 m³/s que a empresa estava seguindo devido à faixa de operação de alerta.

A recuperação do armazenamento dos reservatórios do Sistema Cantareira, causada pelas chuvas dos últimos meses, fez com que o Sistema Equivalente ultrapasse os 60% de seu volume útil. Em 31 de março, as represas Jacareí, Jaguari, Cachoeira e Atibainha estavam operando com 64,4%.

Segundo a Resolução Conjunta nº 925/2017, da ANA – Agência Nacional de Águas e do DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo, o acúmulo de 60% no fim de um mês permite que a operação aconteça na faixa normal já no mês seguinte. O documento definiu as condições de operação do sistema e a renovação da outorga da empresa de saneamento para uso do manancial. São elas:

Faixa 1 – Normal: volume útil acumulado igual ou maior que 60% e limite de retirada de 33 m³/s.

Faixa 2 – Atenção: volume útil acumulado igual ou maior que 40% e menor que 60% e limite de retirada de 31 m³/s.

Faixa 3 – Alerta: volume útil acumulado igual ou maior que 30% e menor que 40% e limite de retirada de 27 m³/s.

Faixa 4 – Restrição: volume útil acumulado igual ou maior que 20% e menor que 30% e limite de retirada de 23 m³/s.

Faixa 5 – Especial: volume acumulado inferior a 20% do volume útil e limite de retirada de 15,5 m³/s.

Com gestão feita em conjunto pela ANA e DAEE, o Sistema Cantareira abastece 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo e é composto por cinco reservatórios: Jaguari, Jacarei, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro. Os quatro primeiros ficam nas bacias PCJ e o último no Alto Tietê. Suas águas são conectadas por túneis subterrâneos e canais, formando o Sistema Equivalente do Cantareira, com volume útil total de 981,56 bilhões de litros.



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