A cadeia produtiva do PVC, material amplamente utilizado em tubos e conexões para sistemas de água e esgoto, poderá ser beneficiada por medidas voltadas à recuperação da competitividade da indústria química brasileira. É o que aponta o estudo “Panorama do Complexo Químico Brasileiro e Agenda Estratégica”, lançado pelo IDQ - Instituto Nacional do Desenvolvimento da Química, com elaboração da LCA Consultoria Econômica e apoio da Macrotempo.

O levantamento mostra que o segmento de resinas e elastômeros, que inclui o PVC, respondeu por 14% da receita do complexo químico brasileiro em 2023, ante 20% em 2005. Apesar da redução na participação relativa, o faturamento do segmento cresceu 13,3% em termos reais no período, passando de R$ 60,4 bilhões para R$ 68,5 bilhões.

O estudo também alerta para a perda de espaço da produção nacional diante das importações, com déficit comercial superior a US$ 40 bilhões anuais no conjunto da indústria química. Segundo as projeções, a recuperação da participação dos produtos brasileiros no mercado doméstico poderia acrescentar R$ 161 bilhões ao PIB até 2036, caso seja implementada uma agenda de fortalecimento do setor.

Entre as medidas propostas estão a ampliação da oferta de gás natural para uso petroquímico, o fortalecimento do suprimento doméstico de nafta, a redução dos custos de energia e logística e a melhoria do ambiente regulatório. Para a cadeia do PVC, essas iniciativas podem favorecer a produção nacional de matérias-primas e estimular investimentos em produtos destinados à infraestrutura, construção civil e saneamento.

A agenda também prevê a criação do Grupo Executivo para o Desenvolvimento do Complexo Químico (GECQ), com participação do governo e do setor produtivo, para coordenar a implementação das propostas.



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