A MCL Vale aposta em uma nova tecnologia de secagem térmica para complementar sua linha de equipamentos para tratamento de lodo. O secador, capaz de reduzir o teor de umidade do resíduo de 70% a 75% para 15% a 20%, pode operar após a etapa de desaguamento mecânico, diminuindo a quantidade de água remanescente no material e, consequentemente, o volume a ser destinado. O equipamento está sendo lançado no mercado e foi apresentado durante a Fenasan 2026, em São Paulo.
Segundo Paulo Matos, gestor comercial da MCL Vale, o novo secador utiliza um sistema de secagem térmica com queimador separado e alimentação independente de calor, dispensando o emprego de vapor como meio de aquecimento. Uma das possibilidades de integração do secador é com a prensa desaguadora de discos que a empresa já fabrica e comercializa. O equipamento opera por prensagem mecânica contínua e pode entregar lodo com teor de sólidos de aproximadamente 25% a 30%, equivalente a uma umidade de 70% a 75%. A partir daí, o material pode seguir para o secador, que promove a redução adicional da umidade para a faixa de 15% a 20%.
A prensa apresenta menor consumo de polímero, menor potência elétrica instalada e custos de manutenção inferiores aos de sistemas convencionais, como os decantadores centrífugos, dependendo da aplicação. “Também é mais compacta para uma mesma vazão”, afirma. O sistema é indicado para lodos sanitários e industriais, com destaque para efluentes de laticínios, cujo maior teor de gordura pode comprometer o desempenho dos decanters.
As prensas são dimensionadas conforme cada projeto e podem trabalhar com vazões a partir de 0,5 m³/h. A maior unidade já produzida pela MCL Vale alcança 60 m³/h, por meio da associação de módulos, chamados cabeçotes. De acordo com Matos, a tecnologia e a fabricação dos principais componentes são próprias, com aquisição externa apenas de itens comerciais, como motoredutores e sensores.
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