Identificar os pontos mais vulneráveis de uma adutora enterrada antes que eles evoluam para vazamentos ou rupturas é a proposta do RupiX, metodologia que a Morken Brasil apresenta na Fenasan 2026, em São Paulo. Desenvolvido para avaliar a integridade e o risco em tubulações enterradas de aço carbono, o sistema combina diferentes métodos de inspeção para localizar, classificar e priorizar regiões críticas. No saneamento, a aplicação busca apoiar a prevenção de perdas de água e de interrupções no abastecimento.

A metodologia ganha relevância em um cenário de novos investimentos associados aos processos de privatização e de valorização crescente da água. “Quando uma adutora perde água, também se perde parte do investimento feito para captar, tratar e transportar esse recurso. O RupiX reúne informações para identificar os trechos que exigem maior atenção e orientar a manutenção antes que a deterioração resulte em uma falha”, afirma Leandro Gonçalves, gestor comercial da Morken Brasil.

A abordagem foi concebida especialmente para tubulações em que a inspeção interna por PIG instrumentado não é possível ou apresenta limitações. O RupiX correlaciona informações ambientais, eletroquímicas, elétricas e mecânicas para construir uma visão integrada da condição da adutora e direcionar as verificações de campo aos pontos de maior criticidade.

Para as operadoras de saneamento, a metodologia responde a um desafio recorrente: redes enterradas extensas, antigas e, muitas vezes, com documentação incompleta, nas quais escavar toda a extensão seria inviável. Ao identificar regiões prioritárias, a avaliação oferece uma base técnica para planejar inspeções diretas, intervenções e investimentos.

A Morken Brasil vem ampliando sua atuação no saneamento, com soluções já utilizadas por empresas na Bahia, em Aracaju e no Ceará. A receptividade no Nordeste levou a companhia a abrir um escritório na região para acompanhar a demanda.

O RupiX estrutura a avaliação em dez etapas: localização e georreferenciamento da tubulação; medição de profundidade; resistividade do solo; inspeção do sistema de proteção catódica; identificação de falhas de revestimento; inspeção magnética do metal; correlação dos dados; inspeção direta em valas; estudo de integridade; e manutenção preventiva ou corretiva.

Os defeitos confirmados podem ser submetidos a um estudo de integridade para verificar sua influência sobre a condição operacional da adutora. A metodologia prevê o avanço até a definição e execução da intervenção adequada, que pode incluir recuperação do revestimento anticorrosivo, reparos, reforços estruturais ou, quando aplicável, reabilitação de trechos.

Dessa forma, o RupiX conecta atividades que normalmente são contratadas e analisadas separadamente: cadastro do ativo, inspeções indiretas, correlação de risco, abertura seletiva de valas, ensaios de contato, avaliação de integridade e manutenção. O objetivo é reduzir incertezas e direcionar investimentos aos pontos em que a intervenção é tecnicamente mais necessária.

Os resultados são organizados em relatórios e arquivos que permitem localizar as anomalias e acompanhar as decisões tomadas em cada etapa. Entre os entregáveis estão relatório integrado, arquivos para visualização geográfica, folhas de escavação, relatórios de ensaios não destrutivos, estudos de integridade e registros de manutenção, reunidos na documentação técnica consolidada do projeto.



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