A CNI - Confederação Nacional da Indústria apresentou, durante o Congresso Aladyr Brasil 2026, realizado nos dias 16 e 17 de setembro em São Paulo, o estudo Segurança Hídrica Industrial: O Papel da Dessalinização no Brasil. A publicação analisa a maturidade tecnológica, os custos, os impactos ambientais e as oportunidades de financiamento para ampliar o uso da dessalinização no país, como estratégia de adaptação à mudança do clima.
Segundo o levantamento, os avanços tecnológicos reduziram significativamente o consumo energético dos sistemas de osmose reversa, principal método utilizado na dessalinização. Nas instalações modernas de grande porte, o consumo situa-se entre 2 e 4 kWh/m³, ante até 20 kWh/m³ nas primeiras gerações da tecnologia. O estudo aponta custos de produção entre US$ 0,50 e US$ 0,80 por metro cúbico de água, embora a energia elétrica ainda represente de 40% a 60% das despesas operacionais.
A publicação destaca experiências brasileiras, como a usina da ArcelorMittal Tubarão, ES, com capacidade de 500 m³/h, e o projeto de dessalinização de Fortaleza, CE, que prevê investimentos de R$ 526 milhões e capacidade de produção de 1 m³/s.
Para ampliar a adoção da tecnologia, a CNI aponta oportunidades de financiamento por meio do Fundo Clima – Indústria Verde, operado pelo BNDES. A entidade também defende maior segurança jurídica para os investimentos, especialmente quanto ao licenciamento ambiental para descarte da salmoura e à tributação de equipamentos e insumos.
“Reúso e dessalinização são respostas concretas de adaptação à mudança do clima”, afirmou o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto de Oliveira Muniz.
O estudo pode ser baixado no link: https://bit.ly/4hRMJq7.
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