Seis anos depois da aprovação do Marco Legal do Saneamento Básico, o Brasil ainda convive com um cenário desafiador: 15,9% da população vive sem acesso à água potável e 43,3% não tem coleta de esgoto. A lei prevê que todas as localidades do país atendam 99% da população com água potável e 90% com esgotamento sanitário até 2033.

Um estudo do Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, aponta que a segunda revisão do PLANSAB estima em R$ 525 bilhões o total necessário para universalizar os serviços. Descontados os investimentos já realizados entre 2021 e 2024, restam R$ 431 bilhões a serem investidos até 2033. Distribuído ao longo dos nove anos restantes, esse valor equivale a R$ 48 bilhões por ano, ou R$ 225 por habitante.

O ritmo atual está longe disso. Desde a aprovação do marco legal, o investimento per capita em saneamento cresceu 51%, passando de R$ 90,54 para R$ 137,02 por habitante ao ano. Ainda assim, o valor fica quase 40% abaixo do que seria necessário para o país cumprir o prazo estabelecido por lei.

Esse ritmo de investimento importa porque o saneamento básico vai muito além do acesso à água e ao esgoto. Reduz internações por doenças de veiculação hídrica, diminui o absenteísmo no trabalho e impulsiona a produtividade da economia.

Em 2026, ano de eleições, garantir que o saneamento seja uma prioridade na agenda pública é decisivo para que esse ritmo de investimento acelere. Para ajudar o eleitor a cobrar propostas concretas dos candidatos, assim como guiar os candidatos para incluir os serviços básicos em seus planos, o Instituto Trata Brasil lançou o Voto no Saneamento, plataforma com dados, indicadores e ferramentas para colocar o tema no centro do debate eleitoral.



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