Um projeto desenvolvido pela UFSM - Universidade Federal de Santa Maria, no campus de Frederico Westphalen, RS, está demonstrando o potencial de sistemas descentralizados e de baixo custo para o tratamento de esgoto. A iniciativa utiliza wetlands construídos de fluxo vertical (WCFV), uma tecnologia baseada na natureza que emprega plantas e microrganismos para o tratamento de efluentes. O projeto reúne ensino, pesquisa e sustentabilidade em uma unidade implantada na Casa do Estudante da universidade, que também funciona como laboratório para atividades acadêmicas e desenvolvimento de novas tecnologias.

Coordenado pela professora Samara Terezinha Decezaro, do Departamento de Engenharia e Tecnologia Ambiental, o projeto utiliza um sistema de tratamento projetado para atender pequenas comunidades, condomínios, escolas e outras áreas onde a implantação de redes convencionais de coleta e tratamento de esgoto é mais complexa ou onerosa.

Além de tratar os efluentes gerados na moradia estudantil, a estrutura permite que estudantes acompanhem todas as etapas do processo, desde a operação até o monitoramento da qualidade do efluente tratado. Segundo a universidade, a proposta é integrar a formação acadêmica com soluções voltadas às demandas reais do saneamento, ao mesmo tempo em que gera conhecimento para futuras aplicações.

A expectativa é que os estudos realizados no local contribuam para o aprimoramento de tecnologias de tratamento descentralizado, ampliando as alternativas para a universalização do saneamento, especialmente em municípios de pequeno porte e áreas rurais.

De acordo com a UFSM, o projeto reforça o compromisso da instituição com a pesquisa aplicada e com o desenvolvimento de soluções ambientalmente sustentáveis para a gestão de efluentes, transformando o campus em um espaço de experimentação e difusão de conhecimento para o setor.



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