A Engeper Ambiental e Perfurações, empresa brasileira com foco em soluções para perfuração, monitoramento, tratamento e gestão hídrica, tem ampliado sua atuação em projetos integrados voltados a empresas dos setores industrial, alimentício, farmacêutico, químico, agronegócio e saneamento. O modelo substitui estruturas fragmentadas por operações centralizadas que unem perfuração, monitoramento, tratamento, manutenção e reúso hídrico em uma única estratégia operacional, com foco em redução de desperdícios, aumento da eficiência e maior previsibilidade operacional.

A Engeper vem incorporando tecnologias de automação, telemetria e tratamento avançado capazes de reduzir etapas operacionais, perdas e custos de manutenção. Entre os avanços recentes da companhia está a evolução da tecnologia de EDR - Eletrodiálise Reversa, desenvolvida ao longo de três anos de pesquisa com investimento superior a R$ 2,4 milhões. A nova geração da solução passou a registrar eficiência 280% superior à anterior, concentrando em uma única etapa processos antes realizados em três estágios.

Na prática, o avanço permite reduzir estruturas físicas, diminuir consumo energético, simplificar operações e ampliar a durabilidade dos sistemas, especialmente em aplicações industriais e municipais que dependem de água subterrânea com alta concentração de sais. A tecnologia já está em operação piloto em municípios do Mato Grosso do Sul e foi projetada para operar de forma modular, com capacidade entre 3 e 300 m³/h.

Segundo Lorena Zapata, Diretora de Novos Negócios e Sustentabilidade da Engeper, a integração entre monitoramento contínuo e tecnologias mais eficientes vem transformando a gestão hídrica em um fator estratégico para competitividade e continuidade operacional. “Quando o tratamento exige múltiplas etapas, o custo de implantação aumenta e a operação se torna mais complexa. Ao elevar a eficiência por estágio e integrar monitoramento em tempo real, conseguimos simplificar sistemas, reduzir perdas operacionais e ampliar a viabilidade técnica e econômica do tratamento hídrico”, afirma a executiva.

Além da redução de perdas, a integração entre captação, tratamento, monitoramento e reúso hídrico fortalece rastreabilidade de dados, compliance ambiental e previsibilidade operacional. “A gestão hídrica passa por um processo semelhante ao que já aconteceu em outras áreas industriais: operações isoladas começam a ser substituídas por estruturas centralizadas, inteligentes e conectadas. Isso aumenta a vida útil dos sistemas, reduz custos de manutenção e melhora a capacidade de planejamento das empresas diante de cenários climáticos cada vez mais instáveis”, finaliza Lorena.



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