A Casan - Companhia Catarinense de Águas e Saneamento dobrou a economia com custos operacionais de energia ao ampliar sua participação no mercado livre, principal estratégia da companhia para reduzir despesas no setor de saneamento. Em 2025, a empresa economizou quase R$ 20 milhões, resultado da migração crescente de unidades para o Ambiente de Contratação Livre (ACL).

A energia elétrica é um dos principais custos das operações de água e esgoto, o que torna a gestão desse insumo um eixo estratégico para companhias do setor. Com a mudança, a estatal passou a negociar diretamente com fornecedores, escolhendo fontes e condições contratuais, o que aumenta a previsibilidade de custos e reduz a exposição aos reajustes tarifários do mercado regulado.

Atualmente, cerca de 50% de todo o consumo de energia da companhia já ocorre no mercado livre, com 79 unidades operando nesse modelo — um avanço de quase 700% em relação ao ano anterior. A meta é ampliar ainda mais esse movimento, com a migração de mais de 170 unidades com viabilidade regulatória.

Além do ganho financeiro, a estratégia tem impulsionado a modernização da infraestrutura elétrica das operações. O processo de migração inclui melhorias em subestações, manutenção preventiva e atualização de sistemas de medição e proteção, reforçando a confiabilidade e a segurança das unidades operacionais.

Entre as estruturas já atendidas pelo mercado livre estão estações de recalque de água bruta, unidades de tratamento de água e esgoto e sistemas de abastecimento que atendem regiões estratégicas, como a Grande Florianópolis. Desde o início da estratégia, em 2022, a economia acumulada supera R$ 35 milhões. Para a companhia, o avanço no mercado livre não apenas reduz custos, mas também melhora a eficiência da gestão energética e abre espaço para a contratação de fontes renováveis, alinhando a operação às demandas de sustentabilidade do setor.

A expectativa é que a ampliação da adesão ao modelo continue a gerar ganhos relevantes nos próximos anos, consolidando a energia como um dos principais vetores de eficiência operacional no saneamento.

Na foto, Estação de Recalque de Água Bruta (ERAB) Cubatão, em Palhoça. Acervo Casan.



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