Em Curitiba, a Sanepar - Companhia de Saneamento do Paraná iniciou uma nova etapa das obras de expansão do Centro de Reservação Tatuquara, com a construção de um reservatório de aço previsto para 10 milhões de litros de capacidade. A iniciativa integra o Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) e envolve um investimento estimado em cerca de R$ 40 milhões. A estrutura emprega a tecnologia Verinox, composta por aço de dupla camada, técnica adotada em reservatórios metálicos por sua durabilidade e resistência a pressões e variações térmicas.

Segundo a Sanepar, o novo reservatório foi projetado para permitir interconexão operacional entre reservatórios existentes — Miringuava, Passaúna e Iguaçu — e as unidades do Tatuquara, com o objetivo de ampliar a capacidade de armazenamento e dar maior flexibilidade ao sistema em momentos de demanda elevada ou intervenções programadas.

Hoje, o complexo em operação no Tatuquara tem capacidade para cerca de 15 milhões de litros. Com a entrada em funcionamento da nova estrutura metálica, a capacidade total de reservação na região praticamente dobrará, conforme avaliação técnica da empresa.

Engenheiros envolvidos no projeto destacam que a construção em aço com camada dupla visa reduzir custos de manutenção a longo prazo e permitir um cronograma de operação mais flexível, especialmente em um contexto de alta variabilidade de consumo urbano. A Sanepar também indicou que o reservatório e seu sistema de tubulações terão papel nas ações de mitigação de impactos decorrentes de paradas programadas no abastecimento, que envolvem manutenções ou ajustes operacionais nas redes.

Uma parada programada no fornecimento de água está prevista para marcar uma das etapas de instalação das novas tubulações, com possível impacto temporário no abastecimento de algumas localidades atendidas pelo Tatuquara. A normalização, conforme cronograma divulgado, está prevista para ocorrer nas primeiras horas seguintes às intervenções.

O projeto responde ao crescimento populacional observado em áreas da capital paranaense e municípios vizinhos, o que tem aumentado a pressão sobre os sistemas de água municipal e metropolitano nos últimos anos, segundo declarações de gestores técnicos. A ampliação da infraestrutura de reservação tem sido uma das medidas adotadas para garantir maior robustez ao suprimento urbano, em paralelo a outras iniciativas de eficiência de rede e redução de perdas.



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