A crescente pressão sobre os recursos hídricos tem levado grandes empresas globais, governos e toda a sociedade a buscar soluções concretas para cumprir metas de segurança hídrica. Nesse contexto, a argentina Kilimo vem ampliando sua atuação no Brasil com um modelo de negócios que conecta empresas com compromissos ambientais a agricultores irrigantes, remunerando produtores rurais pela adoção de práticas mais eficientes no uso da água.
A empresa atua como intermediária entre multinacionais intensivas em uso de água, como Microsoft, Coca-Cola, Google, Amazon e Intel, e agricultores localizados em bacias hidrográficas consideradas prioritárias. A lógica é transformar ganhos de eficiência hídrica no campo em ativos ambientais mensuráveis, auditáveis e financeiramente valorizados pelas empresas.
Em 2025, a operação da Kilimo resultou na restauração de 12,8 milhões de metros cúbicos de água e na gestão de 45.587 hectares com foco em eficiência hídrica. No período, 112 agricultores de vários países receberam US$ 1,36 milhão em pagamentos por serviços ecossistêmicos.
“O produtor passa a ser visto como parte da solução para a segurança hídrica, e não apenas como um usuário do recurso”, afirma Jairo Trad, CEO e cofundador da Kilimo. Segundo ele, o modelo cria incentivos econômicos para a adoção de tecnologia no campo ao mesmo tempo em que atende às exigências de sustentabilidade do setor corporativo.
A Kilimo utiliza ferramentas de monitoramento de irrigação, inteligência artificial e práticas de agricultura regenerativa para calcular ganhos reais de eficiência no uso da água. Esses resultados são validados por auditorias independentes, seguindo o padrão internacional de Volumetric Water Benefit Accounting, metodologia que transforma economia de água em métricas reconhecidas pelo mercado.
No Brasil, a empresa está presente em projetos especialmente em regiões com estresse hídrico, como a bacia do rio Tietê. Em parceria com a Amazon, a Kilimo passou a utilizar, em 2024, uma solução baseada em inteligência artificial capaz de calcular consumo hídrico, monitorar a qualidade do solo e recomendar estratégias de irrigação mais eficientes aos produtores participantes.
A aposta no país ganhou força após a rodada Série A concluída em 2024, quando a climatech captou US$ 7,5 milhões, em uma operação liderada pela suíça Emerald Technology Ventures, com participação de The Yield Lab Latam, Salkantay Ventures, Kamay Ventures e iThink VC. Antes disso, a empresa já havia levantado cerca de US$ 4,5 milhões.
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