A UPR, de Rio Claro, SP, fabricante de tanques, tubos e conexões em PRFV - Plástico Reforçado com Fibra de Vidro, concluiu a fabricação de um megatanque monobloco com 22 m de comprimento, 5 m de diâmetro e capacidade para armazenar 400 mil litros de água potável. Segundo a empresa, é um dos maiores já produzidos no Brasil, com altura equivalente à de um prédio de sete andares. O equipamento, destinado a uma empresa do setor alimentício no interior de São Paulo, demandou dois meses de trabalho e ajustes estruturais no layout da fábrica para viabilizar a produção.
Segundo a equipe de engenharia da UPR, o maior desafio foi adaptar o processo produtivo sem comprometer os demais projetos em andamento. Para isso, etapas como o alinhamento e o enrijecimento estrutural do megatanque foram divididas em fases, garantindo segurança operacional e precisão dimensional. Ao todo, foram consumidas 12 toneladas de matérias-primas.
Além da escala, o projeto exigiu cuidados adicionais de pós-cura com ar quente, para assegurar as propriedades compatíveis com uso alimentício, e demandou a realização de um teste hidrostático, que detecta eventuais vazamentos, feito nas próprias instalações da UPR.
“Fabricar um equipamento desse porte é um divisor de águas para qualquer fabricante de PRFV. Mostra que temos domínio sobre todas as etapas do processo, desde a engenharia até a execução, dentro de padrões técnicos mais elevados”, afirma Guilherme Loterio, diretor industrial da UPR.
O fornecimento atende à necessidade do cliente em centralizar o armazenamento de grandes volumes em um único equipamento. A demanda por megatanques em PRFV, comenta Loterio, tem crescido em diferentes indústrias, a exemplo de química, petroquímica e de alimentos, como alternativa ao concreto, material mais pesado e poroso.
“Os megatanques vêm se consolidando como uma solução estratégica em segmentos que precisam armazenar grandes volumes com segurança e durabilidade. O PRFV oferece vantagens técnicas em relação ao concreto, como menor peso, ausência de porosidade e maior flexibilidade de projeto”, complementa o diretor industrial da UPR.
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