A Aeko Engenharia, de Boituva, SP, desenvolveu a MicroETE Aeko, uma microestação de tratamento de esgoto projetada para operar por gravidade, sem consumo de energia elétrica, com manutenção mínima e eficiência de até 95%. O equipamento foi concebido para atender comunidades rurais e isoladas, oferecendo alternativa em conformidade com a nova norma técnica brasileira.

O sistema foi criado pelo engenheiro Danilo Camargo, presidente da empresa fundada em 2014 e especializada em soluções para saneamento ambiental. Formado em engenharia ambiental e civil, com mestrado em saneamento pela USP – Universidade de São Paulo, Camargo destaca a aplicação da tecnologia em comunidades quilombolas, indígenas e regiões de difícil acesso.

A MicroETE foi desenvolvida a partir de pesquisa aplicada na USP, já homologada pela Sabesp, de São Paulo, e Copasa, de Minas Gerais, e em processo de homologação junto à Sanepar, do Paraná. Pode ser utilizada em residências e em projetos de maior porte, como hotéis, canteiros de obras e eventos, com custo considerado reduzido em comparação a alternativas convencionais.

O modelo atende à norma NBR 17076/2024, que exige sistemas de ciclo completo (primário, secundário e terciário), mesmo para soluções individuais, e está alinhado às metas do Marco Legal do Saneamento, que prevê 90% de cobertura de esgoto tratado até 2033.

A edição de maio/junho de 2025 da revista Hydro (edição 173) traz um artigo que detalha a tecnologia. O conteúdo pode ser acessado em: https://issuu.com/aranda_editora/docs/revista_hydro_maio_junho_2025/26?fr=xKAE9_zMzMw.



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