A Copasa - Companhia de Saneamento de Minas Gerais vai investir R$ 1 bilhão para transformar a ETE - Estação de Tratamento de Esgoto Onça, em Belo Horizonte, na unidade mais moderna do país e impactar diretamente na qualidade das águas do ribeirão do Onça e do rio das Velhas. O anúncio foi feito no dia 23 de junho.

A estação, hoje, é responsável pelo atendimento de 50% da população de Belo Horizonte e um pouco mais de 50% de Contagem, processando cerca de 1800 L/s. Com os investimentos, vai passar a ter capacidade de 2700 L/s.

O projeto tem execução estimada em 72 meses e busca aumentar ainda mais a eficiência e a sustentabilidade dos processos de tratamento de esgoto, com tratamento terciário, uma etapa avançada que limpa ainda mais os efluentes, removendo nutrientes, como nitrogênio e fósforo, além da desinfecção com ultravioleta.

As intervenções, que vão gerar cerca de 1,2 mil empregos diretos e indiretos, preveem unidades de tratamento de odor para minimizar incômodos à vizinhança e o reúso do efluente tratado na própria ETE, com a possibilidade de ampliação para outros fins, como usos urbanos e industriais.

“Esse investimento mostra que a Copasa é uma empresa que está se preparando para a universalização do saneamento no Brasil, como prevê a lei, atingindo todos os municípios onde ela tem concessão — hoje são 637. É uma responsabilidade e um compromisso que ganha concretude com esse edital, no qual depositamos grande expectativa”, ressaltou o presidente da Copasa, Fernando Passalio.

Dentro do projeto, há previsão ainda de aproveitamento dos subprodutos gerados no tratamento de esgoto, tendo sido previstas duas centrais de tratamento de lodo e biodigestores anaeróbicos, com o objetivo de possibilitar a utilização futura do biogás e do lodo.

Outro diferencial é a implantação de um sistema de realidade aumentada e virtual, tais como maquete 3D, óculos de realidade virtual para tour pela ETE, QR Code em unidades e equipamentos para informações no processo de tratamento, critério de cibersegurança e rotas de fuga utilizando realidade aumentada.

O projeto prevê também o monitoramento em tempo real do processo de tratamento, com vários parâmetros sendo acompanhados em sala de controle com visão do processo, telas e supervisório modernos, além de monitores distribuídos ao longo da ETE.

A renovação da estação vai permitir que a Copasa se adeque à nova Deliberação Normativa Conjunta Copam/CERH-MG nº 08/2022, que impõe padrões mais rigorosos de qualidade para os efluentes, incluindo a remoção de nitrogênio amoniacal. A obra reforça o compromisso da Copasa com o futuro sustentável, dando um melhor tratamento e novas destinações aos subprodutos, como o lodo, que pode ser utilizado como adubo e a geração de biogás em etapas futuras.

Inaugurada em 2006 e expandida em 2010, a ETE Onça é responsável pelo tratamento do esgoto de um total de 1,5 milhão de pessoas, dentre eles 51,07% da população de Belo Horizonte e 55,34% dos moradores de Contagem.



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