Dentro do plano de sustentabilidade, a Roca Brasil Cerámica, fabricante de porcelanatos e revestimentos cerâmicos, com três plantas no Paraná, sendo duas em Campo Largo e uma em São Mateus do Sul, tem como meta a economia de recursos, com destaque para a redução do consumo de água. A empresa, que adota a prática de reúso há vários anos, está estudando novas oportunidades do reaproveitamento do recurso em suas instalações.

As três unidades somam um consumo médio de 16,8 milhões de litros/mês. Em Campo Largo, 18% da demanda de água é suprida por reúso (2,2 milhões de L/mês) e o restante (10 milhões de L/mês) é proveniente de barragem própria. Já em São Mateus do Sul, cerca de 43% da demanda de 4,3 milhões de L/mês é atendida por água de reúso, aproveitada integralmente no processo industrial. Os outros 57% da necessidade de água são captados em poços e barragem.

Como não há excedente de efluente tratado em São Mateus do Sul, as oportunidades de ampliação do reúso estão nas duas fábricas de Campo Largo, que descartam metade da água após o tratamento no Rio Cambuí. “Este é um dos focos do nosso trabalho de gestão ambiental”, diz Luís Goeldner, chefe de sistemas de gestão integrados da Roca.

Atualmente grande parte da água é usada na moagem da massa cerâmica, lavagem de moinhos e rebarbamento (limpeza na borda das peças), mas a Roca está estudando novas aplicações, como lavagem de veículos e descarga de sanitários. A empresa opera 11 fornos e conta com mais de 1100 funcionários no total, mas como as instalações são antigas, da década de 1950, o sistema hidráulico precisaria de adaptações para receber o reúso de forma segura.  Nas estações de tratamento da Roca, o efluente recebe produtos químicos apropriados, passa por tanques decantadores e depois é encaminhado a filtros-prensa. A água volta para a fábrica e a torta resultante, rica em argila, é vendida para indústrias da região que produzem argamassas, cal virgem e argamassa usada na construção civil. Por meio da adoção de tais práticas, a empresa obedece a todos os requisitos legais relacionados ao meio ambiente e praticamente não dispõe de resíduos para aterros sanitários.



Mais Notícias HYDRO



Portaria legaliza o uso de poços e águas subterrâneas

Segundo a ABAS, a GM/MS 888 corrige distorções e traz avanços importantes.

15/06/2021


Assembleia Legislativa de São Paulo aprova criação de unidades regionais de saneamento

Projeto impõe metas de universalização de água e esgoto no Estado.

15/06/2021


BNDES fará estudos para ampliar saneamento no Paraíba

Banco assinou contrato de estruturação de projeto com o Governo do Estado.

15/06/2021