O Planares - Plano Nacional de Resíduos Sólidos, divulgado pelo Governo Federal, apresenta metas e soluções para que o Brasil tenha melhor gestão nessa área. Criado para regulamentar a aplicação da PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos, o plano determina, dentre outras diretrizes, que, até 2040, 48,1% desses resíduos urbanos sejam reciclados ou reaproveitados. Hoje, o índice é pouco superior a 2%.

A Tera Ambiental, especializada no tratamento de efluentes e compostagem de resíduos urbanos, industriais e agroindustriais, é exemplo de como esse processo de reaproveitamento funciona na prática: efluentes orgânicos gerados por empresas dos setores urbano e industrial são transportados por caminhões-tanque e processados na ETE - estação de tratamento de esgotos de Jundiaí, juntamente com todo o esgoto da cidade. O efluente tratado é destinado ao Rio Jundiaí, contribuindo para a renovação do ciclo da água. Toda a operação é monitorada, resultando em parâmetros de lançamento superiores aos exigidos pela Cetesb - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

A empresa aproveita o lodo de esgoto produzido no processo para transformá-lo, junto com outros resíduos sólidos biodegradáveis, em fertilizante orgânico composto. O que antes seria descartado em aterros sanitários passa a ser reaproveitado. Nos últimos quatro anos, foram produzidas 196 mil toneladas do produto, cuja colocação no mercado tem significado relevante, principalmente neste momento em que o quadro geopolítico no Leste da Europa ameaça o fornecimento de fertilizantes minerais.

“Esses resíduos, que antes eram indesejados e muitas vezes destinados a aterros sanitários, são transformados em fertilizantes, retornando ao ciclo produtivo e gerando compensação ambiental para os clientes”, ressalta Lívia Baldo, gerente comercial da Tera Ambiental, ao destacar o processamento dos resíduos orgânicos líquidos e sólidos, por meio de soluções ambientais, como o tratamento através de lagoas de aeração e decantação, no caso dos efluentes, e a compostagem termofílica do lodo resultante do processo e de outros resíduos orgânicos sólidos.

A executiva salienta que esses processos vêm numa crescente no Brasil nos últimos anos e tendem a se fortalecer com a publicação do Planares, que contribuirá não apenas para reduzir o impacto ambiental dos resíduos, mas também para a geração de riqueza a partir do que antes era um passivo ambiental, e que se torna um ativo. Estima-se que o potencial de faturamento do setor de tratamento de efluentes cresça para R$ 5 bilhões nos próximos três anos.



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